"Caveman", comédia sobre diferenças entre sexos, estreia-se 4ªfeira em Lisboa
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Lisboa, 11 Jan (Lusa) - As diferenças entre homens e mulheres estão no centro da comédia "Caveman" ("Homem das Cavernas"), que estreia quarta-feira no Teatro Armando Cortez, em Lisboa, com encenação de António Pires e interpretação de Jorge Mourato.
"É uma comédia universal", disse à Lusa Jorge Mourato, explicando que para compor este "homem das cavernas" se inspirou no autor, o norte-americano Rob Becker, que escreveu o texto "Defending the Caveman" ("Em Defesa do Homem das Cavernas") num período de três anos em que se dedicou ao estudo informal de antropologia, pré-história, psicologia, sociologia e mitologia.
"A personagem é um professor de história, tem uma colecção de objectos pré-históricos, é fascinado por tudo o que tem que ver com o período da pré-história, dos trogloditas, dos homens das cavernas, e eu inspirei-me num tipo que tem uma paixão assolapada por tudo o que é antropologia", referiu.
Já adaptada em mais de 30 países e 15 línguas, a comédia, originalmente estreada em São Francisco, Califórnia, em 1991, com interpretação do próprio autor, atribui à genética as diferenças comportamentais entre sexos.
"Aprendi muito [com este texto] e as pessoas vão perceber por que é que os homens e as mulheres reagem perante a mesma situação de maneiras tão diferentes. Está explicado: é código genético, vem do tempo das cavernas", observou.
Desde a estreia, a peça revelou-se uma visão hilariante do relacionamento entre homens e mulheres, tornando-se um êxito mundial, já visto por mais de oito milhões de espectadores, num total de 702 representações.
Depois de quebrar o recorde do espectáculo a solo que mais tempo se manteve em cena na Broadway, em 1997, "Caveman" continua a ser representado um pouco por todo o mundo, 18 anos após a estreia.
A estreia em Portugal deve-se ao facto de "os detentores dos direitos desta peça terem convidado a produtora Ready to Shoot a apresentá-la cá", disse à Lusa António Pires, que não conhecia o texto quando foi desafiado a encená-lo.
"Comecei a ler a peça e li-a para aí numa hora, nem tanto, fartei-me de rir e decidi logo [encená-la] - ia a meio da peça e já tinha decidido", comentou.
Ao público português, que agora tem a oportunidade de ver este espectáculo, o encenador deixou uma provocação: "Venham rir-se de vocês".
Em cena até 15 de Fevereiro em Lisboa, no Teatro Armando Cortez, da Casa do Artista, a peça segue depois para o Porto, onde será apresentada no Cine-Teatro Batalha.
ANC.