Célia David é a nova directora do Teatro de Animação de Setúbal
Recuperar o prestígio do Teatro de Animação de Setúbal (TAS) para conseguir mais apoios financeiros é o objectivo da nova directora Célia David, que é hoje apresentada em cerimónia que assinala também o Dia Internacional da Mulher.
Célia David é a primeira mulher a assumir a liderança do TAS, na sequência da demissão do antecessor Carlos Curto, que deixou o cargo há cerca de dois meses alegando que não tinha condições para continuar a dirigir a companhia de teatro profissional de Setúbal.
A nova directora do TAS, que este ano completa 25 anos de carreira, afirma-se consciente das dificuldades, mas promete trabalhar com o objectivo de recuperar o prestígio da companhia e assim conseguir mais apoios financeiros públicos e privados, que considera "imprescindíveis" para manter uma companhia profissional com 16 trabalhadores e que não tem instalações próprias.
"Os meus objectivos são os objectivos da companhia, que me pediu para assumir a substituição na direcção até final de mandato, num projecto que não é o meu, mas que decidi manter para não complicar mais a vida das pessoas e para respeita r os apoios que nos deram para alguns programas", disse à Lusa Célia David, prometendo manter o programa delineado pelo antecessor, mas com algumas actividades paralelas.
"Vamos manter a estreia da peça "Café Frio e Torradas Queimadas" (19 de Abril), de Miguel Assis, mas também vamos promover mais actividades de poesia, debates, vídeo e dança, às terças e quartas-feiras, para dinamizar o Teatro de Bolso", disse.
Célia David aposta também na reposição da peça "Bocage e as Ninfas", prevista para dia 15 de Setembro, no âmbito das comemorações do Dia de Bocage e da cidade de Setúbal, que deverá manter-se em cena até Novembro.
"O Fórum Municipal Luísa Todi tem estado subaproveitado porque não tem condições ideais para receber grandes concertos e espectáculos de dança ou de ópera, mas acho que não se devem fazer para lá espectáculos que não abrangem muito público", defendeu.
Questionada sobre a possibilidade de o TAS voltar a apresentar espectáculos de revista, que atraem sempre grande número de espectadores, Célia David não a excluiu, mas reconheceu que se trata de um cenário pouco provável porque são espectáculos muito caros.
"As pessoas não têm ideia do que custa fazer uma revista, que vive muito da música, de preferência música original. É muito, muito caro. E para fazer uma revista muito pobrezinha acho que não há interesse, não é por aí", disse a nova directora do Teatro de Animação de Setúbal, que prefere apostar em espectáculos para um público mais abrangente no Fórum Luísa Todi.