Central Tejo recebeu 15 mil visitantes após abertura com quatro exposições
Lisboa, 07 set (Lusa) - A Central Tejo, em Belém, remodelada este ano no âmbito da abertura do novo Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), recebeu 15 mil visitantes no mês após a inauguração de quatro exposições, revelou hoje fonte da Fundação EDP.
Contactado pela agência Lusa sobre a afluência de visitantes após a inauguração, no final de junho, daquele espaço, alvo de obras, o administrador executivo e diretor-geral da Fundação EDP, Miguel Coutinho, indicou que os visitantes aumentaram em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Entre o final de junho e o início de agosto deste ano, a Central Tejo recebeu 15 mil visitantes, enquanto no mesmo período do ano passado os visitantes tinham ascendido a 13.700.
"Estamos muito satisfeitos com estes primeiros meses. Houve um aumento do interesse do público, com um acréscimo de visitantes, sobretudo de estrangeiros", avaliou, apontando a subida das entradas, mesmo com o facto de terem deixado de ser gratuitas.
As entradas na Central Tejo - que detém a exposição permanente do património histórico industrial do Museu da Eletricidade, onde já se apresentavam exposições de arte contemporânea - passaram a custar cinco euros em junho.
Depois das obras de renovação, o espaço reabriu ao público com as exposições "Lightopia", "Edgar Martins - Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e Outros Interlúdios", "Segunda Natureza - Coleção de Arte Fundação EDP" e "Artists Film International".
Esta é a primeira fase da abertura do MAAT, cuja programação envolve dois espaços expositivos: além da Central Tejo, o novo edifício projetado pelo ateliê AL_A, liderado pela arquiteta Amanda Levete, que estará totalmente a funcionar em março de 2017.
A 05 de outubro deste ano, será inaugurado o `hall` de entrada do novo edifício do MAAT, com a primeira parte do projeto "Utopia/Distopia", uma nova obra da artista Dominique Gonzalez-Foerster, concebida especialmente para o museu.
Miguel Coutinho indicou que o espaço expositivo total do MAAT vai ser de 2.800 metros quadrados e, quando o museu estiver a funcionar globalmente, as entradas passarão a custar nove euros.
A abertura do MAAT representa, para a Fundação EDP, "a consolidação da sua relevância na área cultural: além das exposições e dos prémios, passamos a ter um grande museu".
"O MAAT terá como foco a arte contemporânea, a arquitetura e a tecnologia, e vai diferenciar-se por isso", comentou.
Para o administrador executivo da Fundação EDP, a entidade está a "criar um `hub` de cultura contemporânea e uma nova relação com Lisboa".
Com a inauguração do novo edifício em Belém, Miguel Coutinho sublinhou que será aberto um parque/jardim público, "que é devolvido à cidade".
O arquiteto e curador Pedro Gadanho deixou as funções de curador de arquitetura contemporânea no Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova Iorque, para dirigir o novo museu da Fundação EDP, em Lisboa.
A programação está planeada até 2019, e uma das exposições, em 2018, será dedicada a Pedro Cabrita Reis, artista cuja coleção de arte pessoal foi adquirida este ano pela Fundação EDP.
A Central Tejo - central termoelétrica que foi propriedade das antigas Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade (CRGE), na base da atual EDP -, abasteceu de eletricidade toda a cidade e região de Lisboa, entre 1909 e 1951, tendo continuado a funcionar, como "central de reserva", até 1972.