Confúcio tem três milhões de descendentes em todo o mundo
Pequim, 14 (Lusa) - A descendência do filósofo chinês Confúcio triplicou e a última actualização da árvore genealógica da família do célebre pensador já conta com três milhões de membros, informa hoje a imprensa estatal chinesa.
Segundo o jornal oficial China Daily, Confúcio deixou uma linha de descendência que se encontra espalhada por todo o mundo e que triplicou desde a quarta revisão da análise familiar concluída nos anos 30, quando a árvore genealógica ainda só incluía 600 mil membros.
O trabalho de compilação dos novos membros da árvore genealógica do conhecido filósofo terminou no ano passado com mais de 2 milhões de pessoas registadas.
Mas, refere o China Daily, há mais de três milhões de descendentes pelo mundo, dois milhões e meio dos quais vivem na China.
A lista actualizada só será publicada no próximo ano, para coincidir com o 2560º aniversário do nascimento do pensador chinês (551-479 a.C.), afirmou a Comissão de Compilação Genealógica de Confúcio (CCGC).
A nova listagem vai incluir pela primeira vez as mulheres e os estrangeiros que também são descendentes do grande filósofo.
"Temos mais de 1,3 milhões de novas entradas e deixámos de solicitar novos dados", referiu Kong Dewei, o descendente de Confúcio que é responsável pela actualização da árvore genealógica.
Os 1,3 milhões de novos membros pagaram uma taxa oficial de registo no valor de 5 renminbi (cerca de 48 cêntimos de euro).
Os membros da família que, entretanto, morreram podem ser incluídos no registo se os seus familiares conseguirem provar a existência de uma relação colateral, explicou Kong.
O registo familiar de Confúcio começou em 1998 por Kong Deyong, um descendente da 77ª geração, fundador e presidente do CCGC.
Actualmente, a Comissão tem sede em Hong Kong e possui mais de 450 filiais no mundo para assegurar a continuidade do projecto.
Mais de 40 mil descendentes não chineses serão adicionados à quinta edição da árvore genealógica de Confúcio, incluindo 34 mil coreanos.
Os descendentes aumentaram na península coreana depois de um familiar da 54ª geração aí se ter instalado no final da dinastia Yuan (1279-1368).
A equipa que está a elaborar a árvore genealógica identificou 900 descendentes de Confúcio em Taiwan e dois ramos da família que estavam perdidos há mais de 1000 anos, nas províncias de Shanxi e Henan, ambas no centro do país, confirmou Kong.
Depois de décadas de repressão governamental, a China redescobriu nos últimos anos os ensinamentos de Confúcio, que pregam a paz e a harmonia social.
VZP