Criar novos prémios e livros de bolso são metas da editora Triunvirato
A edição de livros de bolso e a criação de dois prémios literários são algumas das propostas das Edições Triunvirato, de Matosinhos, uma nova editora que surge no mercado com a intenção de publicar quatro a cinco títulos por mês.
A informação foi facultada num comunicado enviado por Teresa Machado, responsável pela divulgação e uma das três pessoas que constituem o projecto editorial.
As publicações arrancam com um romance, um livro de poesia e outro infantil, respectivamente, "Vertigens", de Manuel Beites, "O Corpo Restituído", de Américo Teixeira Moreira, e "O Menino e as Sombras", de Leopoldino Serrão.
No prelo da Triunvirato estão já um título de literatura estrangeira, "Piano Man", de Jan Leo Steiner, e o "Manifesto Anti- Pitta, ou Uns e Outros, Todos e Alguns & Etc", de Leopoldino Serrão, um texto que a editora afirma ter um "carácter vincadamente polémico".
A publicação de obras nas áreas da História, ensaio, literatura portuguesa - moderna e clássica -, bem como livros de autores estrangeiros, alguns consagrados e autores menos divulgados ou reconhecidos fazem parte dos planos da editora.
A Triunvirato pretende ainda suprimir o que considera ser "uma lacuna existente no actual mercado editorial português", a falta do chamado livro de bolso, da literatura de géneros, como o policial, o terror, a ficção científica e o "western".
Nos planos futuros da editora está a criação de um prémio literário destinado a divulgar textos inéditos e de um segundo galardão com vista a distinguir um autor através de textos já publicados.
A Triunvirato assegura que se pautará sempre pela "articulação entre a qualidade literária e as potencialidades comerciais e contextuais das obras" e afirma não se sentir ameaçada por "os dados resultantes de estudos sobre os hábitos de leitura indicarem que apenas um terço dos portugueses compra livros".
A chancela de Matosinhos surge numa altura em que existem actualmente mais de 250 editoras a publicar livros em Portugal, de acordo com dados das duas associações de editores, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e da União Editores Portugueses (UEP).
Apesar destes números, a APEL, que surgiu em Maio de 1974 e reúne 185 editoras, alertou que "é quase impossível obter um número de editoras exacto, pois todos os dias encerram umas e outras abrem portas".
Herdeira do Grémio (criado em 1939) - que, por sua vez, teve origem na Associação de Classe dos Livreiros de Portugal (nascida em 1927) -, a APEL registou, em 2005, a inscrição de 17 novas editoras, mais uma do que no ano anterior, em que se associaram 16.
Por seu lado, à UEP - existente desde 2000 e que agrupa presentemente 65 editores portugueses - juntaram-se no ano passado cinco novas estruturas editoriais, número idêntico ao registado em 2004.
De acordo com dados reunidos pela agência Lusa, as editoras portuguesas são responsáveis pela publicação de uma média de dois livros por hora, o que perfaz 46 obras diárias, e, em 2004, a edição subiu quase 50 por cento.
Tendo por base as solicitações de ISBN (International Standard Book Number), a APEL revelou à Lusa, em meados de 2005, que, no ano anterior, haviam sido lançados em Portugal 16.850 livros, contra os 11.440 de 2003 ou os 11.330 de 2002.