Crinabel Teatro estreia peça sobre reconstruir a cidade com revoluções diárias
Porto, 20 set (Lusa) -- O projeto Crinabel Teatro celebra este ano 25 anos de existência e estreia na cidade do Porto, a 27 de outubro, a peça "Reconstruir -- ou o dilema da cidade perfeita", um espetáculo no qual 15 atores sobem ao palco.
"Esta peça é uma reflexão sobre a forma como as pessoas ocupam o seu espaço, seja na cidade, no seio da família ou no seu país", explicou hoje à Lusa Marco Paiva, o encenador de "Reconstruir - ou o dilema da cidade perfeita", que se estreia no Teatro Helena Sá e Costa, no Porto, no dia 27 de outubro, pelas 21:30, e fica neste espaço até 30 do mesmo mês.
O projeto nasceu da partilha de ideias com o fotojornalista do jornal Público Paulo Pimenta e o processo de trabalho assentou na captação de imagens dos 15 atores a viverem o quotidiano na sua cidade, recorrendo a histórias vividas em casa ou na rua, explicou Marco Paiva, referindo que também vai ser preparada uma exposição de fotografia com cerca de 60 imagens a cores e a preto e branco.
A celebrar 25 anos pelo direito à Arte à Educação, o projeto Crinabel Teatro pretende demonstrar, com este último trabalho, que é possível "reconstruir a cidade todos os dias", designadamente com o que se "gosta de fazer" e com as "relações que se desenvolvem", conta o encenador.
"Repensar o espaço físico que ocupamos, repensar as relações, repensar os caminhos do dia a dia, repensar o nosso teatro (...), repensar os poderes, repensar os nossos deveres e direitos enquanto indivíduos de um coletivo, repensar a situação de quem partiu e de quem não quer voltar, repensar a estrutura de uma cidade que é todo o mundo, todos os homens, todas as posições perante o outro e perante nós próprios", acrescenta Marco Paiva.
Depois de se estrear no Porto, a peça "Reconstruir -- ou o dilema da cidade perfeita" segue viagem para Lisboa, para o Teatro da Comuna, onde vai ser apresentada de 24 de novembro a 04 de dezembro.
O espetáculo é para maiores de 12 anos e os bilhetes vão ter um custo de 7,5 euros.