Diego Miranda atua hoje pela 10.ª vez no Tomorrowland e é o português com mais presenças
O DJ Diego Miranda atua hoje pela 10.ª vez no Tomorrowland, na Bélgica, sendo o artista português com mais participações neste que é dos maiores festivais de música eletrónica do mundo, e pretende aproximar Portugal do público internacional.
"Cada atuação no Tomorrowland é uma experiência intensa e inspiradora. Independentemente do número de vezes que lá atuemos, a sensação nunca se torna rotina", afirmou Diogo Miranda (de nome artístico Diego Miranda), em entrevista à agência Lusa.
A relação entre Diego Miranda e o festival começou em 2015 e manteve-se ao longo de várias edições (como em 2016, 2017, 2018, 2019, 2022, 2023, 2024, 2025 e agora em 2026), num percurso que o DJ português descreve como uma "relação construída ao longo dos anos".
Nesta edição, atua hoje no palco Celestia juntamente com o DJ e produtor português Pette, e depois a solo no próximo domingo (26 de julho) num outro palco, denominado The great library.
"Existe confiança entre mim, a organização e toda a equipa, mas essa confiança nasce do trabalho consistente, da preparação e do profissionalismo demonstrados em cada edição. Nada é garantido, por isso cada convite representa um reconhecimento muito especial", confessou.
Para o artista, a presença no festival belga representa também uma oportunidade de aproximar Portugal de uma audiência internacional.
"É sempre muito emocionante olhar para o público e encontrar bandeiras portuguesas. Sinto que há cada vez mais portugueses no Tomorrowland e isso deixa-me muito feliz", defendeu nas declarações à Lusa.
Para esta edição do Tomorrowland, Diego Miranda quer apresentar uma fase renovada da sua identidade artística, com novas produções e colaborações, incluindo trabalhos com o produtor brasileiro DJ Glen e colaborações com o sacerdote católico e DJ Padre Guilherme que contam com a voz da fadista Marta Alves e a participação do guitarrista Rui Poço.
"É uma forma de dar palco ao talento português e de criar momentos de ligação à nossa identidade, sem nunca perder a linguagem universal da música nem o contexto internacional de festivais como o Tomorrowland", realçou.
Além disso, "quero mostrar claramente a fase artística que estou a viver", razão pela qual "o `set` foi pensado como uma viagem, com momentos de muita energia, mas também de emoção e surpresa", explicou Diego Miranda à Lusa.
De acordo com o produtor português, "o Tomorrowland tem uma energia muito própria".
"É um festival que reúne pessoas de todo o mundo e isso cria uma atmosfera única. Quando estou naquele palco sei que estou a comunicar com diferentes culturas através da música. É uma experiência muito intensa e que nunca se torna rotina, por mais vezes que eu lá toque", admitiu.
Com mais de 20 anos de carreira, Diego Miranda é um dos nomes portugueses com maior projeção internacional na música eletrónica.
Natural da Ericeira, iniciou-se como DJ ainda adolescente e construiu um percurso marcado por atuações nos principais festivais e clubes internacionais.
Aos 47 anos, Diego Miranda continua a encarar a carreira internacional como uma prioridade, procurando levar a música portuguesa aos principais palcos mundiais.
"Tenho muito orgulho em ser português e em mostrar que Portugal tem artistas capazes de competir ao mais alto nível da música eletrónica mundial", afirmou ainda à Lusa, considerando ser "muito importante haver cada vez mais portugueses nos grandes palcos", numa alusão a MXGPU e BIIA, que se estreiam este fim de semana no Tomorrowland.
Nesta que é a 21.ª edição do festival Tomorrowland na Bélgica, Diego Miranda vai reforçar a crescente presença portuguesa.