Dinamarquês Den Gamle By vence prémio Museu Europeu do Ano 2026
O museu dinamarquês Den Gamle By - Museu Nacional ao Ar Livre de História e Cultura Urbana, localizado em Aarhus, venceu hoje o prémio Museu Europeu do Ano 2026, atribuído pelo Fórum Europeu dos Museus.
Entre os 34 nomeados ao prémio Museu Europeu do Ano (EMYA, na sigla em inglês) estiveram dois museus portugueses: o Museu do Design (MUDE) e o Museu de Lisboa - Palácio Pimenta.
A entrega do palmarés marcou o encerramento da conferência anual do Fórum Europeu dos Museus, iniciada na quarta-feira em Bilbau, Espanha, reunindo instituições de vários países para apresentar projetos e boas práticas nas áreas da responsabilidade social, inclusão e participação comunitária.
A edição deste ano tem como tema "Revolucionar o Museu: Inclusão para Todos", centrando os debates no desafio às estruturas tradicionais de exibição e curadoria, na remoção de barreiras físicas, cognitivas e sociais ao acesso à cultura, promoção de práticas participativas e "afirmação dos museus como espaços de acolhimento, inclusão e reflexão sobre as sociedades contemporâneas", segundo o programa.
O Den Gamle By, em Århus, é um museu ao ar livre constituído por 75 edifícios históricos, recolhidos em 20 localidades de todas as partes do país. Foi inaugurado em 1914.
O MUDE, inaugurado em 2009 e dedicado às múltiplas expressões do design, reabriu em julho de 2024, após oito anos de obras de reabilitação no antigo edifício do Banco Nacional Ultramarino, no centro histórico de Lisboa.
Criado por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, o museu conta com um acervo de mais de 18.000 peças, organizadas em 19 núcleos temáticos e cinco áreas especializadas.
O Palácio Pimenta, principal núcleo do Museu de Lisboa, reabriu em setembro de 2024, também após obras de renovação iniciadas em 2014.
Instalado num palácio de verão do século XVIII, rodeado de jardins, o museu apresenta a exposição permanente "A Casa Onde Vive a Cidade", dedicada à evolução de Lisboa desde a Pré-História até ao século XXI.
Citada pela organização no `site`, a presidente do Fórum Europeu dos Museus, Amina Krvavac, sublinha que estes espaços "enfrentam atualmente um cenário social complexo e em constante mudança, marcado por conflitos e crescente polarização", apontando que a confiança de que estas instituições ainda beneficiam junto das comunidades "implica uma responsabilidade acrescida".
Entre os nomeados desta edição encontravam-se instituições como a Fortaleza de Seddülbahir (Turquia), o Museu da Civilização Rural de Mendrisiotto (Suíça), o Instituto do Museu da Loucura (Eslovénia), o Museu de Mineração La Unión (Espanha), o Museu de Engenharia e Tecnologia em Cracóvia (Polónia), o Centro de Investigação -- Museu Tsitsanis (Gréia), o Centro de Documentação de Obersalzberg (Alemanha), o Museu Nacional Letão de Literatura e Música (Letónia), o Museu de Artes Visuais Malva (Finlândia) e o Museu de Etnografia de Budapeste (Hungria).
Criado em 1977, o prémio Museu Europeu do Ano distingue instituições que se destacam pela inovação, pela qualidade da experiência oferecida ao público e pelo contributo para o papel social dos museus.