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Diretor Museu de Arte Antiga garante que todas as condições de segurança estavam acauteladas

Diretor Museu de Arte Antiga garante que todas as condições de segurança estavam acauteladas

Lisboa, 08 nov (Lusa) - O diretor do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, António Filipe Pimentel, afirmou hoje que todas as condições de segurança da escultura danificada no domingo "estavam acauteladas", e que se tratou de "um infeliz acidente".

Lusa /

Contactado pela agência Lusa sobre o acidente ocorrido com um turista, que derrubou a escultura do século XVIII do "Arcanjo São Miguel", o diretor garantiu que "não teve origem em questões museográficas", no percurso da exposição.

"Estavam acauteladas, obviamente, todas as condições de segurança da obra. O que não estava acautelado, e não pode nunca estar acautelado, é que alguém se desloque em marcha atrás, porque todos os dispositivos de proteção das obras de arte são feitos para a aproximação frontal, para inibir que a pessoa possa tocar na obra", explicou.

Na segunda-feira, o MNAA anunciou que será constituída uma equipa multidisciplinar para a recuperação da estátua do "Arcanjo São Miguel", e tratar "fraturas, ruturas, deslocamentos e perdas pontuais da camada de acabamento policromo".

António Filipe Pimentel disse à Lusa que "a obra estava estável, fixada como deve ser, com um perímetro de segurança e proteção, que funcionou ao contrário do que devia, devido à aproximação" diferente do próprio turista.

Considerou ainda que o turista que danificou a escultura, se deslocou de forma imprudente, mas que "estará seguramente tão consternado como nós".

"É aquilo que todos os diretores de museus mais temem e detestam. Mas acontece", acrescentou, sobre o acidente, que levou o Ministério da Cultura a anunciar uma avaliação.

No domingo, a tutela emitiu um comunicado indicando que a Direção-Geral do Património Cultural "vai avaliar em detalhes os danos e a necessidade de alterar a musealização da exposição, que foi inaugurada este verão, por forma a prevenir acidentes".

Questionado sobre se a exposição teve a vigilância reforçada, o diretor do museu indicou que as mesmas condições se mantêm, e que espera o fim de um concurso para o preenchimento de três vagas até ao final do ano.

Garantiu que a exposição vai continuar aberta ao público, na sequência da retirada da peça: "Agora temos de nos concentrar na etapa seguinte, após a avaliação dos estragos e iniciar o processo de restauro da escultura para que ela volte à fruição pública o mais próximo possível", apontou.

Após seis meses de obras, o terceiro piso do museu - dedicado à pintura e escultura portuguesas - reabriu com um novo percurso da exposição permanente, com 243 obras, na maioria pintura (152 peças), e um terço de escultura (91 peças) de autores portugueses, do século XIV ao XIX.

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