Diretora-geral das Artes demitida após investigação do Sexta às 9 da RTP

Diretora-geral das Artes demitida após investigação do Sexta às 9 da RTP

Aconteceu da noite para o dia. Assim que o ministro da Cultura teve conhecimento da investigação do Sexta às 9, demitiu a diretora-geral das Artes e anunciou ao país que tinha perdido a confiança política na mulher que, há dois anos, ele próprio tinha qualificado como a pessoa que interessava ao Governo.

RTP /
O Sexta às 9 confrontou Castro Mendes com o facto de Paula Varanda nunca ter deixado de ser diretora artística de uma associação alentejana mesmo após ter sido nomeada diretora-geral das Artes, em junho de 2016.

A acumulação de funções configura uma ilegalidade flagrante que implicava a demissão imediata. Tanto mais porque o Sexta às 9 tem prova de que Paula Varanda, ainda no ano passado, assinou um contrato com a RTP em nome desta associação.

Pela produção de um documentário recebeu 22 mil euros. Apesar da incompatibilidade, ainda ontem a diretora-geral das Artes ia ser nomeada para um mandato de cinco anos, com um vencimento líquido mensal de 2.800€.

A demissão de Paula Varanda foi o desfecho de uma longa história de ilegalidades que a recém-demitida diretora-geral das Artes conseguiu contornar com a conivência de vários órgãos e dirigentes do Estado.
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