Encontrada "caixa do tempo" na catedral da Cidade do México

Encontrada "caixa do tempo" na catedral da Cidade do México

Lisboa, 16 Jan (Lusa) - A catedral da Cidade do México guardou desde 1791 um segredo, oculto numa das suas torres: uma "caixa do tempo" com moedas, medalhas e um pergaminho enterrada pelo arquitecto responsável pela fachada e os campanários, noticia online o jornal El pais.

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Segundo o Conselho Nacional para a Cultura (Conaculta), o material foi descoberto em 22 de Outubro último, durante trabalhos de restauração, na base da cruz de uma torre do edifício, mas as autoridades só publicitaram o achado depois de terem estudado o seu conteúdo.

A "caixa do tempo", feita de chumbo, foi enterrada pelo arquitecto José Damián Ortiz de Castro em 14 de Maio de 1791 e contém 28 moedas de prata, várias medalhas de ouro dedicadas a santos protectores e um pergaminho que detalha o conteúdo.

Foram também encontrados no recipiente um relicário, em precário estado, e uma peça de cera de Agnus. Das moedas, 23 são peças pertencentes às diferentes casas da moeda do México colonial e as outras cinco são reais.

Segundo o director dos Sítios e Monumentos do Património Cultural de Conaculta, Xabier Cortés Rocha, há noutra torre uma segunda caixa, que será desenterrada em data a anunciar.

Com cinco naves e construída em pedra cinzenta, a catedral mede 55 metros de largura por 110 de comprimento e tem 30 metros de altura na sua nave central. Fica situada junto do Palácio Nacional da Cidade do México, no Zócalo, a maior praça pública do país, no Centro Histórico.

A sua construção começou em 1571 e terminou em 1813 sob a direcção do arquitecto espanhol Manuel Tolsá.

RMM.


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