Exposição de Erich Kahn assinala Dia Internacional do Holocausto em Sintra
A obra de Erich Kahn, que inclui pintura, gravura, desenho e apontamentos, vai ser apresentada pela primeira vez em Portugal no Sintra Museu de Arte Moderna, a 05 de Maio, assinalando o Dia Internacional do Holocausto.
O espólio deste artista de ascendência judaica foi adquirido pela Colecção Berardo e a exposição vai abordar "o contexto histórico e cultural da Segunda Guerra Mundial", de acordo com o Sintra Museu de Arte Moderna, que acolhe a mostra até ao dia 02 de Outubro.
Em "Geração Esquecida - Erick Kahn - Judeu Sobrevivente, Expressionista Alemão", também será recordada a perseguição nazi ao povo judaico com a apresentação de fotografias da época e das películas "Sob Céus Estranhos", de Daniel Blaufuks, e "A Palavra às Testemunhas", de Esther Mucznik.
Nesta exposição - que o museu diz ser "didáctica" e pretender "mostrar a verdade histórica, de uma forma contida, em relação à barbaridade nazi" - haverá também referência aos artistas rejeitados e humilhados pelo regime num espaço designado por "Arte Degenerada".
Nascido na Alemanha em 1904, Erich Kahn foi perseguido pelos nazis, ficou detido no campo de concentração de Welzheim, refugiou-se em Londres e esteve exilado na Ilha de Man, vindo a falecer na capital britânica em 1979.
Por isso, a exposição da sua obra será acompanhada por uma visão contemporânea sobre o exílio, através de uma série de fotografias de Daniel Blaufuks referentes à emigração judaica em Portugal.
Paralelamente à exposição, no dia 06 de Maio, o Centro Cultural Olga Cadaval apresenta um Concerto Comemorativo dos 60 anos do fim do Holocausto com interpretação de Luís Madureira, acompanhado ao piano por Jeff Cohen, que concebeu o espectáculo.
Tendo como pano de fundo a arte expressionista e a atmosfera berlinense da primeira metade do século XX, o concerto inspira-se nas partituras de Kurt Weill, H Eisler, P Dessau, F Hollaender, E Schulhoff e Viktor Ullmann.