Cultura
Exposição "Por Amor à Cidade" nos 90 anos do Grupo Amigos de Lisboa
É uma viagem pelo percurso desta Associação cívica fundada em 1936, destacando o seu contributo na construção de uma consciência pública, através do debate, da investigação e da intervenção em momentos-chave da história urbana da cidade.
A exposição no Museu de Lisboa reúne documentação, objetos e testemunhos, mostrando o papel da revista Olisipo, uma publicação de referência na investigação sobre a cidade e um "repositório do legado dos Amigos de Lisboa para a posteridade" diz Paulo Almeida Fernandes, comissário da exposição que lembra que se trata de uma "guardiã da memória e da intervenção civica com os seus 165 volumes publicados".
Durante vários anos, as capas da revista foram assinadas por Almada Negreiros, um dos primeiros sócios do Grupo.
Nesta mostra existe um painel de azulejos, com uma grelha que faz lembrar a grade medieval da Sé de Lisboa, do século XIII e que mostra como os Amigos de Lisboa estão na génese do concurso de quadras Antonianas que hoje ainda se mantém.
O último núcleo de Exposição é dedicado a uma reflexão sobre o presente e futuro do GAL. A Associação tem atualmente 200 sócios e tem-se concentrado no conhecimernto e divulgação do património da cidade, na investigação histórica com congressos, palestras e visitas.

Salete Salvado, presidente do Grupo há mais de 20 anos também mostra alguma preocupação defendendo que tem que se modernizar e atrair mais pessoas. E enalteceu este Movimento cívico que "defende as matrizes culturais da cidade", lembrando que o Grupo nasceu para "fazer tudo para que a cidade mantenha a sua identidade e dando-a a conhecer".
A Exposição que abriu hoje ao público pode ser visitada no Museu de Lisboa - Palácio Pimenta até ao dia 27 de setembro.
Durante vários anos, as capas da revista foram assinadas por Almada Negreiros, um dos primeiros sócios do Grupo.
Nesta visita pode-se acompanhar a ação do GAL em episódios marcantes, como a contestação à remodelação da Avenida da Liberdade, a reflexão sobre os planos de urbanização da cidade, e na defesa de espaços emblemáticos como o Parque Ventura Terra ou a nova identidade a atribuir ao Terreiro do Paço depois da saída dos ministérios.
Todas estas temáticas são abordadas. Joana Sousa Monteiro, diretora do Museu de Lisboa ouvida pela rádio pública destaca a função pedagógica desta Associação: " porque se trata de um Grupo não só de investigação de dados sobre a evolução urbanística de Lisboa e do modo como a cidade foi feita e pensada até ao presente; tem a particularidade de ter sobretudo, nas suas primeiras décadas do seu período mais florescente de querer sempre relacionar o conhecimento do passado com o presente da cidade. E portanto, foi pensado com uma função pedagógica".
Todas estas temáticas são abordadas. Joana Sousa Monteiro, diretora do Museu de Lisboa ouvida pela rádio pública destaca a função pedagógica desta Associação: " porque se trata de um Grupo não só de investigação de dados sobre a evolução urbanística de Lisboa e do modo como a cidade foi feita e pensada até ao presente; tem a particularidade de ter sobretudo, nas suas primeiras décadas do seu período mais florescente de querer sempre relacionar o conhecimento do passado com o presente da cidade. E portanto, foi pensado com uma função pedagógica".
Grupo Amigos de Lisboa - fórum plural dedicado às questões do património, urbanismo e identidade lisboeta
São assinalados contributos de olisipógrafos como Norberto de Araújo, Gustavo de Matos Sequeira ou Luís Pastor de Macedo.
Grupo Amigos de Lisboa, que desafios enfrenta?
O último núcleo de Exposição é dedicado a uma reflexão sobre o presente e futuro do GAL. A Associação tem atualmente 200 sócios e tem-se concentrado no conhecimernto e divulgação do património da cidade, na investigação histórica com congressos, palestras e visitas.
Paulo Almeida Fernandes, coordenador do serviço de inventário e investigação do Museu de Lisboa e também comissário da Mostra fala de alguns dos desafios atuais para esta Associação cívica:
"Neste momento tem uma sede pequena, com poucas condições; a revista Olisipo, que era o grande orgão de comunicação interna e externa, cessou praticamente desde 2010. Só temos um volume depois de 2010. Há uma diminuição clara de sócios e a questão que nós colocamos é: que futuro vai ser este dos Amigos de Lisboa?".
"Neste momento tem uma sede pequena, com poucas condições; a revista Olisipo, que era o grande orgão de comunicação interna e externa, cessou praticamente desde 2010. Só temos um volume depois de 2010. Há uma diminuição clara de sócios e a questão que nós colocamos é: que futuro vai ser este dos Amigos de Lisboa?".
Salete Salvado, presidente do Grupo há mais de 20 anos também mostra alguma preocupação defendendo que tem que se modernizar e atrair mais pessoas. E enalteceu este Movimento cívico que "defende as matrizes culturais da cidade", lembrando que o Grupo nasceu para "fazer tudo para que a cidade mantenha a sua identidade e dando-a a conhecer".
A Exposição que abriu hoje ao público pode ser visitada no Museu de Lisboa - Palácio Pimenta até ao dia 27 de setembro.