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Exposição sobre o impacto dos Descobrimentos no mundo inaugurada hoje

Exposição sobre o impacto dos Descobrimentos no mundo inaugurada hoje

O Presidente da República, Cavaco Silva, inaugura hoje em Washington uma exposição de grandes dimensões sobre o impacto da cultura portuguesa no mundo a partir dos Descobrimentos.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"Encompassing the Globe: Portugal and the World in the 16th and 17th centuries" é o título da exposição que reúne 260 peças provenientes de museus e coleccionadores de todo o mundo, em duas galerias da Smithsonian Institution, uma importante instituição cultural norte-americana.

A exposição, organizada pela Smithsonian, com o apoio do Ministério da Cultura e vários patrocinadores, integra pinturas, manuscritos, mapas, primeiras edições impressas, sedas e diversos objectos, testemunhando a influência deixada por Portugal ao longo das rotas comerciais estabelecidas a partir dos Descobrimentos.

Portugal enviou para esta exposição 54 peças provenientes de vários museus, bibliotecas, colecções particulares e diversas instituições.

Nuno Vassallo e Silva, subdirector do museu Gulbenkian e um dos cinco elementos da equipa que escolheu as peças para esta mostra, explicou à Lusa que o projecto começou a ser preparado em 2003 quando um grupo internacional de especialistas se debruçou sobre a herança da presença cultural portuguesa no mundo.

A exposição vai estar organizada em cinco núcleos, sendo o primeiro o de Portugal (uma espécie de introdução) e os outros de África, Oceano Índico, China e Japão e um último sobre o Brasil.

De entre os muitos contributos para esta exposição, o Museu Hermitage, um dos mais importantes do mundo, cedeu um perfumador em prata destinado a queimar incenso, uma capa em seda chinesa e uma imagem chinesa de Nossa Senhora com o Menino feita em marfim.

O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) foi a instituição portuguesa que mais peças enviou para a mostra.

Das 12 peças deste museu que estão em exibição em Washington três são pinturas: Vista de Goa, uma espécie de mapa pintado em tela, de José Pinhão de Matos(princípios do séc. XVIII), um retrato de Afonso de Albuquerque, vice-rei da Índia, e por último uma das pinturas mais importantes do museu, Ecce Homo (uma imagem de Cristo martirizado), que data de finais do século XVI.

Uma salva de prata do século XV e uma ampulheta de vidro, prata e ouro são dois objectos de produção nacional que também marcam presença na mostra norte-americana.

O MNAA emprestou também à Smithsonian várias peças de arte Namban (uma estante de missal, um polvorinho e um par de estribos), além de um contador indo-português e um cofre em filigrana, que pertenceu a Matias de Albuquerque, feito na Índia, no século XVI.

O Museu do Traje cedeu à exposição uma capa indo-portuguesa em linho e fio de seda, o Museu Nacional de Alberto Sampaio emprestou uma cruz processional em prata de 1547, o Museu de Évora cedeu um oratório indo-português do século XVIII, o Museu Soares dos Reis enviou uma cruz de altar, também uma peça indo-portuguesa e do Museu Machado de Castro seguiu um relicário do século XVII.

"É uma grande Mostra de um passado grandioso e é também uma mensagem internacional da capacidade criadora e inovadora do Portugal contemporâneo", afirmou recentemente a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, no American Club, a propósito desta exposição.

As 260 obras sobre o impacto dos Descobrimentos vão ser mostradas ao público de 24 de Junho a 16 de Setembro, na Sackler Gallery e no Museu Nacional de Arte Africana, em Washington.

Cavaco Silva visita a exposição à tarde (hora local) e à noite participa num jantar de gala que assinala a inauguração.

Antes, o presidente português vai condecorar Julian Raby e Jay Levenson, dois impulsionadores de "Encompassing the Globe".

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