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"Façam filmes, não a guerra" é "palavra de ordem" do Festival de Beirute

"Façam filmes, não a guerra" é "palavra de ordem" do Festival de Beirute

O Festival internacional de cinema de Beirute arranca quarta-feira com um mobilizador apelo - "Façam filmes, não a guerra" - e o objectivo de relançar as actividades culturais no Líbano, devastado pela recente ofensiva militar israelita.

Agência LUSA /

"O cinema é um meio excepcional para conhecer a cultura dos outros e por essa razão decidimos realizar o festival na data prevista, apesar dos atrasos na organização devidos à guerra", disse a directora do certame, Colette Naufal.

Segundo esta, o festival não teria sido possível sem o empenho do director de festival de Veneza, Marco Muller, que organizou, em 04 de Setembro último, uma conferência de imprensa para anunciar a realização da manifestação cultural de Beirute.

Aparte o curto documentário "Beirute não morre", sobre as destruições nos subúrbios do sul de Beirute - bastiões do Hezbollah - causadas pelos bombardeamentos israelitas em Julho e Agosto, o festival não se concentra nos filmes de guerra, privilegiando a comédia.

Nos sete dias de duração do certame serão exibidos vinte filmes, o primeiro dos quais, na abertura, quarta-feira, "Volver- Voltar", do espanhol Pedro Almodóvar.

Por falta de meios, não serão atribuídos prémios, mas, apesar disso, a organizadora do festival, Alice Eddé, conta com a presença em Beirute de vários realizadores e cinéfilos árabes e estrangeiros.

O festival é a primeira manifestação no quadro "Façam filmes, não a guerra" lançada pela fundação Lee and Gund, que milita pela protecção dos direitos humanos.

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