"Filme da Treta" é para o público rir e saborear, afirma José Sacramento
Zezé e Toni, a dupla encarnada por José Pedro Gomes e António Feio, chegam dia 12 aos cinemas em "Filme da Treta", uma longa-metragem para os espectadores "rirem e saborearem", declarou à agência Lusa o realizador José Sacramento.
"É um filme mais popular, virado para o público, com dois actores brilhantes e duas personagens ainda mais brilhantes", referiu o realizador.
Depois do sucesso alcançado no teatro, na televisão, na rádio e na edição literária, as famosas personagens interpretadas por José Pedro Gomes (Zezé) e António Feio (Toni) são agora protagonistas no grande ecrã.
"O filme não traz grande surpresa ao público português, porque já conhecem bem o trabalho do Zezé e Toni. A novidade está na história e na maneira como o filme está feito", explicou José Sacramento.
A história começa na actualidade, com Zezé num mosteiro, depois de ter ingressado na Ordem dos Caracolários Descalços.
Ao receber uma visita de Toni, Zezé vai explicando, em "flashback", o que o levou à vida monástica e de clausura, recordando vários episódios da sua vida.
É através desses episódios e aventuras que o filme dá a conhecer a mulher de Zezé (Maria Rueff) ou os seus amigos Bifinhos (José Raposo), Zé Cágado (Marco Horácio) ou Galhetas (António Melo).
José Sacramento admitiu que pegar num guião "saído" de uma peça de teatro "foi ingrato e difícil", mas ficou satisfeito com o resultado final, porque assenta em "duas personagens muito cáusticas em relação à sociedade e com piadas mais evidentes e físicas e outras mais subtis e políticas".
Rodado ao longo de quatro semanas em Lisboa, "Filme da Treta" custou cerca de 800 mil euros, suportados por apoio financeiro privado, numa co-produção que incluiu, entre outros, a SIC e a produtora Stopline, de Leonel Vieira.
Zezé, figura "castiça" de Lisboa, fato branco, bigode e cordão de ouro ao pescoço, e Toni, com o famoso colete malhado e longas patilhas, surgiram pela primeira vez em 1997, a partir de um texto de José Fanha.
Em 2000, "Conversa da Treta" foi reposto com sucesso no Coliseu de Lisboa, ao qual se seguiu "A Treta Continua", já com textos de Eduardo Madeira, Filipe Fonseca e Rui Cardoso Martins, das Produções Fictícias.
Depois disso, a dupla já passou pela televisão e os textos foram publicados no "Livro da Treta", pelas Publicações D. Quixote.