Francisco Ceia celebra 25 anos de carreira a cantar Vergílio Ferreira
O cantor Francisco Ceia, com 25 anos de carreira, apresenta hoje na Sociedade de Autores e quinta-feira no teatro da Luz, em Lisboa, o álbum "Virado para a serra", onde canta poemas de Vergílio Ferreira.
Acompanhado por José Marinho (piano), Raul Peralta (flauta), João Maló (guitarra) e Andrzej Michalczky (violoncelo), os músicos que com ele gravaram, Francisco Ceia actua hoje pelas 18:30 no auditório Frederico de Freitas, na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa.
"Virado para a serra" integra-se num projecto a que Francisco Ceia intitulou "Chão de sons" e no qual canta, com música sua, poemas de autores portugueses.
Integrados neste projecto, estão já editados cinco CD:
"Cadernos de afectos" (2000), com poemas de José Régio, "Sandálias de vento" (2002), com poesia de Fernando Namora, "Nas tardes" (2003), com um dos poetas do integralismo lusitano, António Sardinha, e "Asa de Luz", com poemas de Maria Rosa Colaço.
Ceia começou a sua carreira como actor na década de 1970 no CENDREV (Centro de Arte Dramática de Évora).
Em 1980 fundou em Portalegre, sua cidade natal, a companhia profissional Teatro do Semeador. Neste ano editou o seu primeiro disco, "Foi no monte é no monte".
Seguiram-se várias participações em programas da RTP e um novo disco com da banda sonora de "As Aventuras de Tom Sawyer".
As digressões que começou a fazer tanto em Portugal, como pelo estrangeiro, levaram-no a abandonar o teatro e a optar pelas canções.
Em 1983 gravou "Alcatruz", a que se sucedeu em 1985, "Voo andando" e com outro intervalo de três anos, editou "Entre a cal e o sol".
Em 1990 voltou a trabalhar com a RTP, onde conjugou o trabalho de actor, músico e autor das canções da série "A casa do mocho sábio".
Em 1996, fruto da sua recolha de textos da tradição oral alentejana, editou o CD "Lendas e Romances" que o levou no ano seguinte a participar no Festival de World Music, Womad, em Cáceres (Sul de Espanha).
Em 1999 participou no Festival RTP da canção e editou "Fado Singelo", iniciando no ano seguinte o projecto que hoje leva ao palco da Sociedade de Autores, "Chão de sons".