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Galeria Quadrum em Lisboa assinala 50 anos com exposição que olha para a sua história

Galeria Quadrum em Lisboa assinala 50 anos com exposição que olha para a sua história

A Galeria Quadrum, em Lisboa, vai celebrar os 50 anos de existência com uma exposição que reúne 15 artistas que lá mostraram os seus trabalhos ao longo da carreira, anunciou a empresa municipal EGEAC, que a gere desde 2010.

Lusa /

De acordo a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), em comunicado, vão ser expostas "obras históricas" de António Olaio, Ernesto de Sousa, Alberto Carneiro, João Vieira, Jorge Molder, Julião Sarmento, Miguel Palma, Cristina Mateus, Paulo Mendes, Fernando Brito, Alexandra do Carmo, Ana Hatherly, Miguel Leal, Salette Tavares e E.M. de Melo e Castro.

Para além das obras artísticas, vai ainda estar exposta documentação, "recolhida no espólio documental da Galeria e noutros espólios".

A exposição, com curadoria de Paulo Mendes, é inaugurada no dia 16 de setembro, com performances de António Olaio e António Poppe, ficando patente até 21 de janeiro do próximo ano.

Fundada a 22 de novembro de 1973 pela galerista Dulce d`Agro (1915-2011), que a dirigiu até 1995, a Galeria Quadrum expôs nomes que compõem grande parte da arte da segunda metade do século XX português, de Alberto Carneiro e Álvaro Lapa a Manuel Baptista, Noronha da Costa, Pedro Calapez e Pedro Portugal, passando por Fernando Calhau, Irene Buarque, José de Guimarães, entre muitos outros.

Já depois da saída da fundadora, por motivos de saúde, novas gerações de artistas também surgem na galeria, como lembra, no comunicado, o curador Paulo Mendes: Ângela Ferreira, Ana Jotta, Carla Filipe, Kiluanji Kia Henda, Mónica de Miranda, Pedro Barateiro, Pedro Neves Marques, Sara Bichão e Sara & André, entre outros.

"Comemoram-se cinquenta anos de uma galeria histórica e ímpar na sua conceção programática. Celebra-se a memória dessa galerista mítica, Dulce d`Agro, sem esquecer que a sua história pessoal é também o testemunho da precariedade endémica de um sistema artístico e cultural. Neste país, social e politicamente conservador, ontem e hoje, transparece uma certa incapacidade em dialogar de forma sustentada com o pensamento contemporâneo", pode ler-se numa mensagem de Paulo Mendes publicada no comunicado da EGEAC.

Como recorda um texto publicado no `site` da EGEAC, aquando de uma conversa sobre Dulce d`Agro em 2020, "para além do esforço em internacionalizar os seus artistas, divulgando a sua obra em feiras de arte e promovendo o intercâmbio de exposições com galerias europeias, D`Agro também viabilizou cursos de arte e ateliers experimentais, contribuindo para a formação de públicos de todas as idades".

"A importância da sua ação na vida profissional dos artistas, a influência que exerceu junto de colecionadores e galeristas que posteriormente replicaram a sua estratégia, e o impacto da atividade da galeria na vida cultural portuguesa, ao longo do último quartel do século XX, fazem dela uma figura mítica na cultura portuguesa", acrescenta esse mesmo texto.

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