Governo disponível para "encontrar soluções" para Centro Interpretativo do 25 de Abril
O Governo "mantém abertura" para encontrar soluções para o Centro Interpretativo do 25 de Abril depois de considerar inviável instalá-lo no edifício inicialmente previsto, e sugeriu um espaço na Pontinha, disse à Lusa fonte oficial do Executivo.
Numa resposta enviada à Lusa, fonte oficial do Governo disse que "a solução protocolada" para a criação deste centro interpretativo -- ou seja localizá-lo nas instalações do MAI, no Terreiro do Paço, em Lisboa, - "assentava num pressuposto que é atualmente inviável", uma vez que este ministério "continuará a funcionar no local atual".
Também "não foi protocolado, e não está neste momento prevista esta utilização para a área do Terreiro do Paço ocupada pelos serviços do Ministério da Agricultura", acrescenta a mesma fonte.
O semanário Expresso noticiou hoje que a criação deste centro está bloqueada porque o Governo não cedeu o espaço previsto para a sua instalação.
Questionado pela Lusa, fonte oficial disse que "no diálogo com as entidades envolvidas foram sugeridas alternativas de localização, designadamente o aproveitamento alargado de outro dos espaços mais simbólicos neste domínio, localizado na Pontinha", concelho da Amadora, onde se encontra o edifício do posto de comando do Movimento das Forças Armadas, responsável pela condução das operações militares contra a ditadura.
Segundo a mesma fonte, o Governo "mantém abertura para procurar soluções".
Em setembro do ano passado, o presidente da Associação 25 de Abril já tinha acusado o Governo de faltar ao compromisso assumido.
Segundo o coronel Vasco Lourenço, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, comunicou à associação que "por razões de segurança", não especificadas, o MAI já não iria sair das atuais instalações.
No artigo divulgado hoje pelo Expresso, a comissária executiva das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, Maria Inácia Rezola, disse ver "este impasse com muita preocupação".