Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca atribuído a Maria do Rosário Pedreira

Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca atribuído a Maria do Rosário Pedreira

A edição deste ano do Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca distinguiu a obra "Caçadores de Algas e Outros Contos", de Maria do Rosário Pedreira, anunciou hoje a Associação Portuguesa de Escritores (APE).

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Atribuído por unanimidade por um júri composto por Fernando Batista, Helena Carvalhão Buescu e João Miguel Henriques, o prémio inclui um valor monetário de 12.500 euros.

"O júri considera estar perante um singular volume de contos, constituído por narrativas com um poder e um fulgor sugestivos e comunicativos, conseguidos tanto pelo domínio literário assente em linguagens e redundâncias poéticas e num tom confessional, como pelo interesse sociocultural e mesmo simbólico proveniente da diversidade dos temas abordados, que em muitos casos surpreendem e inovam no atual panorama da ficção portuguesa", referiu o júri, citado no comunicado da APE, que atribui o prémio com a Câmara Municipal de Cascais e a Fundação D. Luís I.

O livro foi uma edição do festival literário Escritaria, que homenageou a escritora no ano passado.

Nascida em Lisboa, em 1959, Maria do Rosário Pedreira demonstrou desde cedo uma ligação ao mundo dos livros, tendo desenvolvido uma carreira multifacetada.

No campo editorial, Maria do Rosário Pedreira foi responsável pela edição de autores como José Luís Peixoto, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Luísa Sobral, Nuno Camarneiro, Paulo Moreiras ou Ana Cristina Silva.

Maria do Rosário Pedreira é também autora de letras para fados interpretados por músicos como Carlos do Carmo, Ana Moura, Aldina Duarte ou António Zambujo.

Entre as suas obras, contam-se títulos como "O meu corpo humano", "A casa e o cheiro dos livros", "O canto do vento nos ciprestes", "Nenhum nome depois" ou "Esse fado vaidoso".

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