"História do Eléctrico da Carris" recorda percurso de "ex-libris" da capital

"História do Eléctrico da Carris" recorda percurso de "ex-libris" da capital

"História do Eléctrico da Carris", de Marina Tavares Dias, é uma edição bilingue sobre o meio de transporte mais característico de Lisboa que regressa às livrarias este mês, após a primeira edição, de 2001, se ter esgotado.

Agência LUSA /

A reedição do livro justifica-se porque a primeira tiragem se esgotou no "próprio ano" da edição e a obra continuava a ser "muito desejada pelos leitores", assegurou à Lusa Ana Sim-Sim, da editora Quimera.

A obra, inicialmente publicada em 2001 para assinalar o centenário dos eléctricos lisboetas, está escrita em português e inglês e é profusamente ilustrada com desenhos e fotografias de época, que vão acompanhando a evolução daquele meio de transporte que é hoje um "ex-libris" de Lisboa.

Anúncios publicados na imprensa, postais ilustrados, bilhetes, páginas de catálogo, tabelas do movimento de eléctricos e outros documentos internos da Carris são reproduzidos no livro, que conta a história daquele meio de transporte, incluindo os acidentes que protagonizou.

Ao todo, são cerca de 150 imagens que mostram os primeiros percursos dos eléctricos, a reacção da população, as filas de espera e outros momentos da existência deste meio de transporte, cuja extinção chegou a ser confirmada pela Carris em 1972, nunca se consumando.

O livro traça a pré-história do carro eléctrico - através da recordação de transportes públicos anteriores, como o "omnibus", o "lamanjart" ou o carro americano - e recorda a madrugada de 31 de Agosto de 1901, em que o primeiro veículo circulou do Cais do Sodré para Algés.

O volume percorre também o historial dos eléctricos lisboetas, dos primeiros carros - chegados dos Estados Unidos entre 1901 e 1904 - aos modelos nacionais, criados nas oficinas de Santo Amaro nos anos 20, e aos formatos adoptados nas décadas de 30 e de 90.

Além de relatar episódios caricatos - como quando, em Julho de 1915, o político Afonso Costa se atirou da janela do veículo 355 por ter confundido o disparo do disjuntor do eléctrico com um tiro - o livro divulga ainda diversos aspectos históricos que apenas é possível ficar a conhecer no Museu da Carris.


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