Histórico Teatrinho da Régua reabre as portas no verão

Histórico Teatrinho da Régua reabre as portas no verão

Peso da Régua, 11 abr (Lusa) -- O histórico Teatrinho da Régua, cuja reconstrução representa um investimento de cerca de 700 mil euros, reabre as portas no verão depois de definida a forma de gestão, anunciou hoje o presidente da autarquia.

Lusa /

A recuperação deste edifício, que sofreu uma derrocada, envolve a Câmara, o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) e o Museu do Douro (MD), entidades que hoje promoveram uma visita técnica à obra.

O presidente do município, Nuno Gonçalves, referiu que a obra deverá estar concluída até ao final de maio e que o espaço poderá estar em pleno funcionamento no verão deste ano, depois da instalação do equipamento e de definida a forma de gestão.

Construído em 1912, o Teatrinho chegou a receber grandes espetáculos de ópera, mas ao longo dos anos foi-se degradando.

A ideia agora é devolver à população da Régua o edifício classificado como de interesse público.

Nesta reconstrução procedeu-se a uma ampliação do espaço, mantendo os elementos históricos como os dois balcões e o gradeamento.

Pretende-se que o edifício seja polifacetado e tenha condições para receber concertos, peças de teatro, exposições ou até mesmo congressos ou apresentações de livros.

Este espaço é propriedade do IVDP mas o direito de usufruto foi entregue ao MD.

Para o presidente do instituto público, Manuel Cabral, esta intervenção é um bom exemplo do diálogo e do braço dado entre as instituições.

"Um dos problemas do Douro é haver alguma debilidade institucional e, pior do que isso, é a falta de diálogo entre as instituições que estão pouco habituadas a trabalhar em conjunto", salientou.

Agora, falta definir a forma de funcionamento. "É algo que estamos a trabalhar em conjunto, para encontrar um modelo que seja sustentado e sustentável e que permita rentabilizar este espaço em termos culturais", acrescentou.

Elisa Babo, presidente do conselho de administração da Fundação do Museu do Douro, referiu que o espaço "é um desafio para enriquecer a oferta cultural e o papel cultural da fundação na região".

Esta obra insere-se "Frente Douro", um projeto do município que quer melhorar a relação da cidade com o rio e atrair investimento.

O custo do "Frente Douro" já ultrapassa os 13 milhões de euros, conta com o apoio do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e junta vários parceiros públicos e privados.

No âmbito deste projeto está ainda em curso a a reabilitação do cais de madeira da estação, bem como a criação da ecopista do Douro, que se estenderá ao longo de mil metros, junto ao rio, e a reabilitação dos espaços verdes ribeirinhos.

No âmbito do programa de regeneração urbana já está concluído o espaço multiusos (parque de estacionamento e local da feira semanal), bem como a reabilitação da ponte metálica e do cais fluvial.

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