JazzFest em Portalegre começa com Sexteto de Mário Barreiros
O Sexteto de Mário Barreiros abre quarta-feira o V JazzFest - Festival Internacional de Portalegre, que inclui no seu cartaz o Michel Portal Quartet e Don Byron.
O Festival decorre no Centro de Artes e Espectáculos (CAEP), inaugurado o ano passado e que apresenta "todas as condições técnicas e logísticas necessárias", disse à Lusa o vereador da Cultura, José Polainas.
Na avaliação do vereador José Polainas, este Festival "tem-se afirmado cada vez mais, não só por ser único no género a Sul do Tejo, como por interessar ao público espanhol, nomeadamente da vizinha região da Extremadura".
"Voltámos a apostar no público espanhol, com divulgação na Extremadura, nomeadamente Cáceres, que está mais próxima", referiu.
O músico Carlos Barreto volta a ser o director do Festival, orçado este ano em 52.000 euros, menos sete mil euros do que o ano passado.
Ao sexteto de Mário Barreiros, que lançou recentemente o seu primeiro álbum, "Dedadas", sucederá o Trigon Quartet, da Moldova, que sobe quinta-feira, dia 22, ao palco da sala principal do CAEP, com capacidade para 450 pessoas.
"Este grupo procura fundir a música cigana com o jazz, o que dá uma sonoridade próxima da música israelita a que chamamos `klezmatics`", explicou à Lusa o crítico de jazz António Rúbio.
Sexta-feira, dia 23, sobe ao palco do CAEP o quarteto do francês Michel Portal: este no saxofone alto, bandoneon e clarinete, Louis Sclavis (clarinete, saxofone), Bruno Chevillon (contrabaixo) e Daniel Humair (bateria).
"Trata-se de uma oportunidade de ouvir Portal em sax, o que é raro, apesar de já o ter feito em Lisboa", assinalou Rúbio, na opinião do qual "este é um jazz muito contemporâneo e avançado".
"Jazz avançado" foi também como o crítico classificou o espectáculo de encerramento do JazzFest com o Ivey Divey Trio, de Don Byron.
Don Byron (clarinete e saxofone-tenor) actua na cidade alto-alentejana com George Colligan ao piano e Ben Perowsky na bateria.
"Trata-se de um jazz avançado onde se podem cruzar temas clássicos com outros contemporâneos e muito improviso, reconhecendo-se um cunho muito pessoal", disse Rúbio.