Jessie Buckley descobriu em "Hamnet" que "a ternura é tão vibrante e forte como a força

Jessie Buckley descobriu em "Hamnet" que "a ternura é tão vibrante e forte como a força

A primeira irlandesa a vencer o Óscar de Melhor Atriz, Jessie Buckley, descobriu na sua personagem Agnes, do filme "Hamnet", que a ternura é tão vibrante como a força, um sentimento que partilhou na entrevista de bastidores. 

Lusa /
Mario Anzuoni - Reuters

"Todos os meus papéis ficam comigo. Nunca quero largar as mulheres incríveis que me deram a educação que eu buscava como mulher", afirmou a atriz. "Mas penso que este papel despertou em mim um certo tipo de ternura". 

No filme de Chloé Zhao, Jessie Buckley interpreta o papel de Agnes Shakespeare, que sofre uma perda irreparável e tem de navegar o amor e o luto num tempo histórico cheio de tragédias.

"Às vezes, se somos uma mulher forte, somos entendidas apenas como sendo fortes. Mas a ternura é tão vibrante e forte como a força", considerou a atriz. 

"E conhecer isso através desta mulher, que foi capaz de conter a força, a vulnerabilidade, a ternura, a dor e o amor em todas as suas épicas cores, é algo que vou querer guardar para o resto da vida". 

Buckley considerou "uma dádiva" explorar a maternidade através de Agnes e ter engravidado pouco depois de terminar as filmagens de "Hamnet".

A atriz partilhou que a sua filha teve o primeiro dente este fim de semana e caracterizou como "alquimia louca" vencer no Dia da Mãe na Irlanda, que este ano coincidiu com o domingo dos Óscares.

"Receber este reconhecimento do papel incrível que as mães têm no nosso mundo neste dia é algo que nunca vou esquecer", garantiu a atriz.

Buckley, que já tinha sido nomeada para os Óscares em 2022 pelo papel secundário em "A Filha Perdida", agradeceu pelo apoio intenso que recebeu numa temporada de prémios em que foi claramente a favorita. 

A atriz venceu, sem surpresa, contra Rose Byrne ("If I Had Legs I`d Kick You"), Kate Hudson ("Song Sung Blue"), Renate Reinsve ("Valor Sentimental") e Emma Stone "(Bugonia"). 

Esta foi a única estatueta recebida por "Hamnet", de Chloé Zhao, que chegou à 98.ª edição dos Prémios da Academia com oito nomeações. 

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