Julie Sergeant de volta aos palcos em "E os sonhos, sonhos são" no Teatro do Bairro
O Teatro do Bairro, em Lisboa, estreia hoje "E os sonhos, sonhos são", uma peça que junta o teatro ao circo, e que marca o regresso aos palcos da atriz Julie Sergeant, doze anos depois do último espetáculo.
António Pires, que encenou a peça, definiu a obra como "uma subversão da arte de estar em palco".
A peça, com dramaturgia de Luísa Costa Gomes, faz "uma colagem de textos clássicos, dos mais conhecidos e representados, como `Antígona`, `Édipo` [ambos de Sófocles], `Auto da feira` [de Gil Vicente], `Hamlet`, `Romeu e Julieta` [de William Shakespeare], `Voz humana` [de Jean Cocteau], entre outros, construindo uma narrativa nova com as mesmas palavras", explicou à Lusa António Pires.
Além de Julie Sergeant, fazem parte do elenco Hugo Mestre Amaro, João Araújo, Mário Sousa e Rafael Fonseca, todos vestindo personagens que são palhaços.
Referindo-se à trama dramática, o encenador disse que é constituída por "textos, que uma grande parte do público identifica e, no corpo dos palhaços, [por] dizer aquelas palavras de uma forma completamente diferente e muito livre, que é o que este universo [dos palhaços] permite".
"Cada cena escolhida dos clássicos, apesar de uma nova narrativa, mantém o seu caráter", sublinhou o encenador.
"É uma peça divertida e lúdica, que cria uma dinâmica muito engraçada na cabeça do espetador, ao ver que já ouviu aquilo, e que agora está ali a servir uma outra coisa", rematou António Pires.