Lousã acolhe primeira Feira da Indústria Musical Portuguesa

Lousã acolhe primeira Feira da Indústria Musical Portuguesa

A vila da Lousã acolhe entre 25 e 28 de Maio a primeira Feira da Indústria Musical Portuguesa (FIMP), cujo principal objectivo é fomentar a indústria da música em Portugal.

Agência LUSA / Adicionar como fonte informativa

O certame, apresentado hoje em conferência de imprensa, é organizado pela Academia de Música e Câmara Municipal da Lousã, com o apoio do Governo Civil de Coimbra, RTP, Antena 3, Sociedade Portuguesa de Autores e Gabinete dos Direitos dos Autores.

"Esta é uma iniciativa de interesse nacional que pretende ser o pretexto para sensibilizar a opinião pública para a importância da indústria musical, que pode ser uma mais valia para o país", sublinhou Hélder Martins, director-geral do evento e seu mentor.

Segundo afirmou, a FIMP pretende promover a indústria musical, que reúne um conjunto de áreas de actividades profissionais, e reflectir sobre o seu impacte nos vários sectores da sociedade portuguesa.

O evento vai reunir no Parque Municipal de Exposições da Lousã um vasto conjunto de empresas ligadas à música na área do som, luz, logística e agenciamento de artistas, passando por fabricantes de instrumentos, universidades e artistas.

De acordo com a organização, a FIMP já garantiu o apoio de músicos como Miguel Ângelo (Delfins), Tim e Zé Pedro (Xutos e Pontapés), Sónia Tavares (Gift), Miguel Guedes (Blind Zero), Manuela Azevedo (Clã), Luís Represesas, Rui Veloso, João Pedro Pais, Jorge Palma e Sérgio Godinho, além de musicólogos, investigadores e empresários.

Hélder Martins, musicólogo da Lousã, justificou a realização de um certame deste género com "a inexistência de uma plataforma de negócios que proporcione a comunicação entre as várias áreas que abrangem o sector".

"A FIMP constitui-se como um centro de encontro entre todas as empresas desta indústria, no sentido de se encontrarem sinergias que facilitem, através da sua interacção e cooperação técnico-empresarial, a promoção, a produção e o seu crescimento económico", acrescentou.

O director-geral da iniciativa afirmou ainda querer "perceber o peso específico do sector na sociedade portuguesa", defendendo que através de "uma indústria musical organizada", à semelhança de outras áreas, seria "possível ajudar a desenvolver economicamente o país".

Por seu lado, Luís Sampaio, da cooperativa Gestão dos Direitos dos Artistas e teclista dos Delfins, destacou a margem de crescimento da iniciativa, considerando que esta "é uma aposta forte", sobretudo sendo na Lousã, "mesmo no coração de Portugal".

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