MAI abandona actuais instalações e vai para ala oriental da Praça Comércio
Lisboa, 15 Mai (Lusa) - O Ministério da Administração Interna (MAI) vai sair das actuais instalações, onde será instalado um hotel, e passar para a ala oriental da Praça do Comércio, segundo o plano da frente ribeirinha hoje publicado em Diário da República.
O plano prevê ainda a instalação de "uma esquadra do séc. XXI" e do "Espaço Liberdade e Segurança" no piso térreo da ala oriental do MAI e a desocupação dos dois torreões da Praça do Comércio (nascente e poente) e o seu aproveitamento para "actividades de criatividade, inovação e excelência".
Ainda para o Terreiro do Paço, está prevista a recuperação das fachadas, a instalação de espaços comerciais e culturais no piso térreo e uma ligação pública do Pátio da Galé à Ribeira das Naus.
Segundo o documento hoje publicado, as intervenções a efectuar tanto da frente ribeirinha da Baixa Pombalina como na zona Ajuda-Belém implicam um investimento global de 145 milhões de euros (56 milhões para a Baixa e 89 milhões para Ajuda-Belém), uma diferença de 20 milhões de euros face ao plano estratégico elaborado pela parque Expo e aprovado em reunião de câmara em Abril.
O documento estratégico apresentado à autarquia implicava um investimento de 165 milhões de euros, dos quais 50,9 milhões de euros para a frente ribeirinha da Baixa Pombalina e 86 milhões para uma primeira fase de obras na zona Ajuda-Belém, a que se juntavam outros 28 milhões, numa segunda fase.
O plano da Frente Tejo propõe a construção e exploração de um equipamento cultural na área da Doca da Marinha e a criação de condições para a estadia de embarcações emblemáticas.
Para o Cais do Sodré está prevista a construção de um parque de estacionamento e de uma nova ligação por elevador entre o Largo do Corpo Santo e o impasse à Rua dos Braganças/Rua Victor Cordon.
Já na zona do Terreiro do Trigo/Santa Apolónia, o documento indica que deverão ser encontradas soluções para reduzir o trânsito de atravessamento entre o Cais do Sodré e o Campo das Cebolas.
A criação de um percurso pedonal e de bicicletas contínuo ao longo da frente do rio da baixa pombalina está igualmente prevista.
Na zona que abrange parte significativa de Belém e Ajuda vai nascer um novo Museu Nacional dos Coches, numa área de 11.470 metros quadrados nos terrenos entre a Rua da Junqueira, a Avenida da Índia e o Jardim Afonso de Albuquerque.
O novo Museu deverá integrar um atravessamento pedonal e de bicicleta que fará a transposição entre a Avenida da Índia e a Avenida de Brasília.
Prevê igualmente o remate da fachada do Palácio Nacional da Ajuda, a instalação da Escola Portuguesa de Arte Equestre e a requalificação do Jardim Tropical e do Jardim do Palácio de Belém e a criação de uma Rota dos Jardins Históricos, com a criação de percursos pedonais de ligação.
Na área da mobilidade e do estacionamento, está prevista a retirada do trânsito e parqueamento nos espaços fronteiros aos edifícios históricos, monumentos e museus e deverão ser igualmente encontradas soluções para o estacionamento dos autocarros de turismo.
Deve ainda ser condicionado o tráfego de atravessamento na rua de Belém e na frente do Mosteiro dos Jerónimos.
Para ligar o espaço público separado pelo canal rodo-ferroviário, além do atravessamento junto ao novo Museu dos Coches, deverá ser construída, em túnel, uma ligação viária entre o Jardim Afonso de Albuquerque e a Praça Cerimonial, um novo atravessamento pedonal ligado à construção dos módulos IV e V do Centro Cultural de Belém e um outro subterrâneo no prolongamento da antiga via de ligação do Forte à antiga casa do Governador.
Para diminuir os problemas de parqueamento está prevista a construção de dois parques de estacionamento subterrâneos, com capacidade para 750 lugares sob o novo Museu dos Coches e Rua dos Jerónimos/Rua de Belém/Jardim Vasco da Gama.
Toda esta intervenção, que será gerida pela Sociedade Frente Tejo, liderada por José Miguel Júdice, deverá ser alvo de estudos urbanísticos a elaborar pela Parque Expo e estar concluída em 2010, a tempo das comemorações do centenário da implantação da República.
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