Mais recente álbum em estúdio de Chavela Vargas esta semana no mercado
O mais recente CD gravado em estúdio por Chavela Vargas, que inclui, entre outros temas, "La noche de mi mal" e "La Llorona", surge esta semana no mercado nacional.
Com 86 anos, Chavela é considerada uma "lenda viva" da canção, nomeadamente das "rancheras", música popular mexicana com que se celebrizou.
Este álbum foi gravado em Madrid entre 1993 e 1994, tendo Chavela incluído temas populares mexicanos como "Quisera amarte menos", alguns de sua autoria como "Macorina" e ainda de José Alfredo Jiménez, o responsável por se ter iniciado nas lides artísticas.
Chavela, nascida na Costa Rica em 1919, começou a cantar na década de 1950 por intermédio de José Alfredo Jiménez, considerado um dos grandes intérpretes das "rancheras".
Sobre esse tempo, Chavela afirmou ao jornal El País ter "vivido com ele uma época de sonho".
Nesta época, Chavela integrava um grupo constituído pelo escritor Juan Rulfo, o compositor Agustín Lara, e os pintores Diego Rivera e Frida Kahlo.
O primeiro disco, gravado em 1961, "Bohemia", é o início de uma carreira que ultrapassou as fronteiras do México, chega a Espanha e depois a toda a Europa.
A voz e a forma de interpretar temas como "Toda una vida" (Oswaldo Farres), levam Chavela aos palcos do Carnegie Hall e do Olympia.
Actualmente retirada, despediu-se dos palcos o ano passado em Madrid, tendo na ocasião sido distinguida com a mais alta condecoração espanhola, a Grã-Cruz de Isabel, a Católica.
As canções de Chavela, que os mexicanos chamam apenas "La Dona", conheceram na década de 1980 um renovado interesse graças às bandas sonoras dos filmes de Pedro Almodóvar.
Nesta década, a cantora voltou a subir aos palcos de Paris, Nova Iorque, do Palau de la Musica, em Barcelona, e do Centro Cultural Conde Duque, em Madrid.
Nascida Isabel Vargas Lizano na província de Santa Bárbara (Costa Rica), cresceu no México, devido ao exílio dos seus pais, Hermínia e Francisco. Artisticamente assume o diminutivo espanhol de Isabel (Chavella) e começou a cantar "rancheras".
Este CD, editado em Portugal com a chancela da Dargil, assinala o seu regresso aos estúdios de gravação depois de mais de duas décadas de ausência, e em virtude do êxito das suas canções nas películas de Almodovar ou de Werner Herzog, que a convidou para integrar o elenco de "The Cry Stone".
Chavela gravou 14 temas, entre eles, "Las simples cosas" (César Isella), "La Churrasca" (tema tradicional), "Luz de Luna" (Álvaro Carillo) ou "Volver volver" (Fernando Maldonado).
Chavela é acompanhada por Lucho Baigo, Óscar Ramos e Marcela Rodriguez (guitarras), Eduardo Garcia (Baixo) e Bobi Fernandez (percussão).