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Mensagens de John Lennon continuam actuais nos 25 anos da sua morte

Mensagens de John Lennon continuam actuais nos 25 anos da sua morte

As letras e o activismo politico de John Lennon, o ex-Beatle assassinado há 25 anos, "continuam a fazer sentido", considera Luís Pinheiro de Almeida, co-autor do livro "Beatles em Portugal".

Agência LUSA /
DR

O ex-jornalista - que em parceria com Teresa Lage lançou em 2002 o volume que recupera as ligações da banda a Portugal - afirmou à Lusa que, "se Lennon fosse vivo, estaria ao lado do líder dos U2 na sua luta contra a fome no mundo, especialmente em África".

John Lennon foi assassinado a 08 de Dezembro de 1980 frente ao Central Park, em Nova York.

Um quarto de século depois, Luís Pinheiro de Almeida também consegue imaginar Lennon como "um dos grandes comunicadores do Live 8, ao lado seu amigo Paul McCartney", com o qual assinou tantas letras para os "Fabulous Four".

Para o investigador sobre a relação do quarteto de Liverpool com Portugal, as mensagens pacifistas de John Lennon são "intemporais" e "o seu melhor hino à paz, `Imagine`, é ainda hoje actual, como o será nas gerações futuras".

"No seu tempo, Lennon lutou pelos direitos cívicos nos Estados Unidos, pelas minorias étnicas, contra a guerra do Vietname e contra a ocupação britânica da Irlanda do Norte", recordou Luís Pinheiro de Almeida, referindo a propósito o tema "Sunday Bloody Sunday".

O título da canção - alusivo ao 30 de Janeiro de 1972, o "domingo sangrento" na Irlanda do Norte, em que as tropas britânicas dispararam sobre 13 manifestantes pacíficos - seria retomado, com uma letra distinta, numa música dos U2.

Aliás, para o ex-jornalista, "Bono [o vocalista dos U2] já tem sido caracterizado como o John Lennon do século XXI", devido ao seu activismo político e às campanhas de solidariedade por um mundo mais justo e igualitário.

John Lennon foi morto a tiro por Mark Chapman em Manhattan, às 23:00 (hora local) de 08 de Dezembro de 1980, dez anos depois dos Beatles se terem separado, deixando para trás dezenas de letras, músicas e, claro, entrevistas aos Media de todo o mundo.

Consta mesmo que, nos anos 60, em pleno auge do fenómeno que ficou conhecido como "Beatlemania", John Lennon respondeu a um repórter que lhe perguntou como achava que ia morrer: "Morto por um louco".

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