Morreu Fernando de Mascarenhas, presidente da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna
Lisboa, 12 nov (Lusa) - Fernando de Mascarenhas, de 69 anos, presidente da Fundação das Casa de Fronteira e Alorna, morreu hoje em Lisboa, anunciou hoje a instituição.
Fernando José Fernandes Costa de Mascarenhas, licenciado em Filosofia, era o 12.º marquês de Fronteira, 10.º marquês de Alorna e 13.º conde da Torre.
Conhecido pelo título de marquês de Fronteira, Fernando de Mascarenhas, numa entrevista à Lusa, na década de 1990, sublinhou: "Os privilégios trazem consigo responsabilidades".
Em 1989, instituiu a Fundação das Casa de Fronteira e Alorna, com fins culturais, científicos e educativos.
Desde então, no âmbito da Fundação, realizou regularmente iniciativas ligadas à literatura, à arte e à música, tanto no palácio de século XVII, em Lisboa, em S. Domingos de Benfica, como no espaço em Ponte de Sor e na Herdade da Torre, de 7.900 hectares, em Torre das Várzeas, no distrito de Portalegre.
Fernando de Mascarenhas foi um opositor ao regime de ditadura, anterior ao 25 de Abril de 1974, tendo sido conhecido como "marquês vermelho". No seu palácio, em S. Domingos de Benfica, realizaram-se várias reuniões de oposicionistas.
Na entrevista à Lusa afirmou-se como "um liberal de esquerda", "homem avidamente interessado na cultura" e um cidadão do mundo. Viajar era, aliás, umas das suas paixões, como afirmou.
Nos últimos quatro anos, Fernando de Mascarenhas desenvolveu como "hobby" o interesse pela manufatura de joias em prata e pedras semipreciosas, tendo realizado algumas exposições no palácio.
O velório de Fernando de Mascarenhas realiza-se hoje, no palácio de Fronteira, realizando-se o funeral na quinta-feira à tarde, assim como a cerimónia de cremação, disse à Lusa fonte da Fundação, sem acrescentar pormenores.