Morreu o chefe de orquestra suíço Armin Jordan
O chefe de orquestra suíço Armin Jordan, 74 anos, falecido quarta-feira em Basileia, foi "um grande profissional e um poeta", nas palavras de Eric Dahan, que o evoca em artigo publicado hoje na edição online do jornal "Libération".
"Não era uma `star`, mas também não cultivava o apagamento. Tinha autoridade, mas não era autoritário", escreveu Dahan, para quem Jordan era "sinónimo de qualidade, de seriedade, de elegância e de gosto", qualquer que fosse o repertório interpretado.
Jordan nasceu a 9 de Abril de 1932 em Lucerna, na Suíça alemã, formou-se em música em Friburgo, Lausana e Genebra, e iniciou a sua carreira no Teatro de Bienne e Soleure, que dirigiu a partir de 1961.
Director de orquestra da Ópera de Zurique e, depois, director musical do Teatro de Saint-Gall, acabará por se instalar em Basileia, cuja Ópera-Teatro dirige entre 1973 e 1989.
A estas últimas funções juntaria as de director da orquestra de câmara de Lausana, que renovou inteiramente no período 1975-85.
Jordan foi vítima de uma síncope cardíaca na passada sexta-feira quando dirigia no Teatro de Basileia a "première" de uma ópera do século XX, "O amor das três laranjas", de Serguei Prokofiev.
Já esta semana, tivera de anular três concertos em Paris e em Besançon, com a orquestra de Paris.