Operação Eter poderá duplicar o número de autarcas arguidos

Operação Eter poderá duplicar o número de autarcas arguidos

O Jornal de Notícias revelou que o número de autarcas sob suspeita pode chegar aos 120. Para já, há 29 arguidos acusados, incluindo Melchior Moreira, ex-presidente do Turismo do Porto e Norte Portugal, em prisão preventiva há um ano.

RTP /

DR

O despacho de acusação tem 300 páginas, mas logo na primeira fica a certeza de que a investigação está longe de terminar. O Ministério Público entendeu que o processo seria moroso e decidiu separar os processos.

Segundo o JN, a investigação aos ajustes diretos na instalação de lojas interativas de turismo, já levou à constituição como arguidos de 60 autarcas do norte do paí mas o novo inquérito poderá aumentar o número para o dobro.

Em causa, estarão todos os autarcas que assinaram adjudicações, participaram nos júris ou tiveram intervenção nas decisões.

Para o Ministério Público, poderá haver mais autarquias envolvidas no esquema alegadamente montado por Melchior Moreira - ex-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal - agora acusado de lesar o Estado em milhões de euros ao favorecer a concessão de ajustes diretos por dezenas de autarquias do norte do país a várias empresas por valores muito acima do mercado.

Melchior Moreira é acusado de corrupção passiva e recebimento indevido de vantagem.

O ano passado foi um dos cinco membros de topo da organização pública a ser detido e o único que ficou em prisão preventiva.
A defesa quer seguir o mais depressa possível para julgamento, mas a estratégia não deverá ser a mesma para os restantes arguidos - como Gabriela Escobar, jurista da organização.

A investigação a este caso começou há três anos e parece ter ainda muitas pontas soltas.

Para já, o principal rosto deste alegado esquema de corrupção mantém-se em prisão preventiva.

A juíza considerou que não se alteraram os pressupostos, e que existe o perigo de Melchior Moreira perturbar a investigação
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