Parlamento aprova por unanimidade pesar pela morte do pintor Guilherme Parente
A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo PS pela recente morte do artista plástico Guilherme Parente, no qual se considera que foi uma figura maior da pintura portuguesa.
Guilherme Parente, natural de Lisboa, faleceu no passado dia 17 de dezembro, aos 85 anos, em Cascais.
No voto de pesar, considera-se que foi uma "figura maior da pintura portuguesa contemporânea" e recorda-se que iniciou em 1962 os seus estudos na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), frequentando também os cursos de gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses.
"Entre 1968 e 1970, foi bolseiro da Fundação Gulbenkian e entrou para a Slade School, de Londres. Regressado a Portugal, apresentou a sua primeira exposição individual, em 1970, na SNBA, da qual chegou a ser membro da Direção (1973-1989)", refere-se.
Guilherme Parente participou em cerca de cem exposições individuais: Atlanta, Bruxelas, Córsega, Frankfurt, Goa, Londres, Macau, Madrid, Paris, Tóquio, Roma, entre outras.
No âmbito da Lisboa `94 Capital Europeia da Cultura apresentou "O atelier voltado para a rua", nas janelas do seu atelier no Palácio Valada Azambuja, junto ao Elevador da Bica.
"São diversas as suas instalações como as "Bandeiras no Jardim das Oliveiras", no Centro Cultural de Belém, os "Sete Navios" na Cidadela de Cascais, o "Presépio" na fachada do seu ateliê e "Pelos 4 cantos do mundo "no Terreiro do Paço. Foi distinguido com o Prémio de Pintura da SNBA, em 1989 e Prémio Malhoa, em 1975", lê-se no voto.
Assinala-se, ainda, que Guilherme Parente "fez parte do grupo artístico 5 + 1 criado em 1976 pelos pintores João Hogan, Júlio Pereira, Teresa Magalhães e Sérgio Pombo e Virgílio Domingues".