Cultura
Património Industrial é a aposta da candidatura do Barreiro a Capital Portuguesa da Cultura 2028
É uma candidatura inspirada no património industrial, arte e memória coletiva do Barreiro. A história operária, associativa e criativa da cidade dão o mote para iniciativas culturais à volta dos livros, dos arquivos, da música, da arte urbana.
O presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa conversou com a rádio pública sobre esta candidatura no Museu industrial da Baia do Tejo, instalado na antiga Central Diesel da antiga Companhia União Fabril (CUF). O património histórico-museológico situa-se no que é hoje o Parque Empresarial do Barreiro.
O autarca fez questão de lembrar que neste Museu quando se entra sente-se o cheiro da revolução industrial no país que "teve aqui no Barreiro o seu berço".
Para Frederico Rosa, o município tem uma relação com a Cultura que não nasceu da ideia de monumento, postal ou centro turístico clássico; mas do trabalho, da migração, da fábrica, do caminho de ferro, do associativismo e da necessidade de criar comunidade.
Ao falar desta candidatura considera que o Barreiro é uma cidade de história e talentos, de indústrias criativas, de património associativo, património industrial, de memória e de trabalho. E a candidatura vai nesse sentido.
O Barreiro tem uma história industrial marcante para o país e essa inspiração tem permitido, segundo o autarca, desenvolver projetos culturais e artísticos, com estruturas criativas a ocupar antigos espaços industriais. E com uma aposta na arte urbana.
Com esta candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028, o municipio do Barreiro considera que as iniciativas culturais que pode vir a realizar podem atrair visitantes, investidores, dinamizar o comércio, a restauração, a hotelaria e criar novas oportunidades de emprego ligadas às indústrias criativas".
Seria uma oportunidade para reforçar laços entre agentes culturais, entidades públicas, o mundo empresarial, a academia e a sociedade civil. É ainda para requalificar espaços públicos, recuperar património histórico e melhorar equipamentos culturais.
Além do presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Rosa, e da vereadora da Cultura, Sara Ferreira, integram a comissão José Pacheco Pereira, da Ephemera, Alexandre Farto (Vhils), Jorge Quintas, da Fundação Amélia de Mello, Carla Pacheco, presidente da Associação para o Desenvolvimento de Artes e Ofícios (ADAO), Rui Dâmaso, da OUT.RA, Jorge Moniz, músico e professor universitário, Tim Ralston, da PADA Studios, e Jorge Cardoso, director da companhia Arte Viva.
Industrial da Baia do TejoO Museu Industrial da Baia do Tejo onde decorreu esta entrevista da rádio pública a Frederico Rosa, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, encontra-se instalado na antiga Central Diesel, edifício datado de 1935 e cuja recuperação teve início em 1999.
Reúne um espólio de equipamentos industriais de índole diversa e um acervo documental e iconográfico considerável, representativo de áreas como a química, a têxtil, a metalomecânica, a produção de energia, a segurança e higiene industrial, os serviços sociais.