Plano propõe ligação em túnel entre a Praça Cerimonial e o Jardim Afonso Albuquerque
Lisboa, 08 Abr (Lusa) - A construção de um túnel entre a Praça Cerimonial e o Jardim Afonso de Albuquerque, em Belém, e uma das propostas na área das acessibilidades do Plano Estratégico da frente Tejo, elaborado pela Parque Expo.
Para os 104 hectares que abrangem parte significativa de Belém e Ajuda, o plano propõe ainda a construção de um atravessamento pedonal e para bicicletas entre a Avenida da Índia e a Avenida Brasília, integrado no projecto do novo Museu Nacional dos Coches, a construir nos terrenos entre a Junqueira, a Avenida da Índia e o Jardim Afonso de Albuquerque.
Segundo o documento, o objectivo é expor toda a colecção do Museu, incluindo o espólio actualmente existente em Vila Viçosa, no novo edifício, que funcionará como "âncora fundamental do actual programa de intervenção" para esta zona de Belém.
O Plano Estratégico prevê igualmente um novo atravessamento subterrâneo no prolongamento da antiga via de ligação do Forte à antiga Casa do Governador e o alargamento do atravessamento pedonal subterrâneo existente junto à Praça do Império.
Para a área de Ajuda/Belém o plano prevê um investimento de 86 milhões de euros (mais 28 milhões para uma segunda fase) e pretende reforçar o impacto da vertente cultural desta zona da cidade.
Além de pretender libertar do tráfego automóvel e do parqueamento de veículos o espaço público fronteiro aos edifícios históricos, monumentos e museus existentes, o documento sugere igualmente a construção de dois parques de estacionamento subterrâneos, com capacidade para 1.600 lugares, sob o novo Museu Nacional dos Coches e a Rua dos Jerónimos/Rua de Belém/Jardim Vasco da Gama.
O documento defende ainda a elaboração de "um modelo de condicionamento de circulação dos autocarros de turismo" e aponta a necessidade de encontrar soluções alternativas para o estacionamento destes veículos.
No âmbito da requalificação dos espaços verdes o plano prevê a revalorização do Jardim Tropical, do Jardim do Palácio de Belém e do Jardim Botânico, com vista à criação de uma Rota dos Jardins Históricos, "prevendo-se a criação de percursos pedonais que os interliguem".
As intervenções propostas pretendem ainda "criar condições para a realização de um espectáculo de luz e som junto ao Mosteiro dos Jerónimos" por alturas do Centenário da República.
O Plano Estratégico da Frente Tejo prevê um investimento global que ronda os 165 milhões de euros em duas áreas: na frente ribeirinha entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia e na zona Belém/Ajuda.
Os projectos propostos deverão estar prontos dentro de dois anos e meio, a tempo da celebração do centenário da República.
Para gerir as intervenções, o plano previa a constituição de duas sociedades gestoras (uma para cada área), mas o Governo acabou por optar por uma única sociedade de capitais públicos, para a qual está indigitado como presidente o advogado José Miguel Júdice.
A participação da Câmara de Lisboa nesta sociedade está ainda por definir.
Na proposta que levará à reunião de Câmara, o presidente da autarquia refere que todas as intervenções a levar a efeito no âmbito deste plano ficarão condicionadas à apreciação da autarquia e as operações urbanísticas sujeitas a licenciamento municipal.