Cultura
Polícia indiana lança campanha contra praga de "macacos terroristas"
O Taj Mahal, na cidade indiana de Agra, atrai oito milhões de turistas por ano e os turistas, por sua vez, atraem uma praga de macacos muito exigentes. Quando não se lhes faz a vontade, é o fim da macacada.
A população de símios na cidade é calculada actualmente nuns 10.000 e têm como principal especialidade a de roubar comida aos turistas. Mas o seu atrevimento tem vindo a refinar e no ano passado, segundo o jornal India Today, os ataques multiplicaram-se e agravaram-se, por vezes também contra a população local.
Num desses incidentes, em Maio, um casal de turistas franceses foi atacado por um bando de animais e sofreu ferimentos quando fazia selfies junto do Taj Mahla. Já no Outono, uma menina foi atacada junto do monumento e ficou gravemente ferida. Em Outubro, macacos atacaram à pedrada um idoso, que depois veio a morrer no hospital. Num outro, em Novembro, invadiram a casa onde uma mulher amamentava o filho recém-nascido, raptaram o bébé e, perseguidos pelos vizinhos, largaram-no, mas já tão maltratado que acabou por morrer.
O India Today refere-se por isso a uma verdadeira "ameaça" e cita um deputado que acusa os macacos de se terem tornado verdadeiros "terroristas", sofisticados, engenhosos e organizados colectivamente. O município investiu até agora o equivalente a uns 230.000 euros para capturar e esterilizar os macacos - mas só conseguiu fazê-lo com 500 animais.
Agora, a segurança do Taj Mahal está a experimentar fornecer fisgas e pedras aos turistas e diz que os macacos já vão ganhando algum respeito e guardando alguma distância quando avistam turistas assim equipados.
Em todo o país, há uns 50 milhões de macacos, com idênticos hábitos de parasitismo e rapina. Trata-se cada vez mais de uma população urbana, porque a desflorestação de extensas áreas do interior empurra os animais para as cidades. Mas, quanto ao Taj Mahal propriamente dito, é a avalanche de turistas humanos que constitui o mais preocupante factor de degradação.