Português em segundo lugar em concurso na Holanda de arquitectura
O arquitecto português Francisco Adão da Fonseca conquistou esta semana o segundo lugar no Archiprix, um dos mais importantes concursos de arquitectura da Holanda.
Francisco Adão da Fonseca, 28 anos, mestrando na Universidade Técnica de Delft, alcançou o segundo lugar entre 500 participantes com um projecto de intervenção na Zona Oeste de Amesterdão.
Intitulado "Osdorp Rings", trata-se de um edifício multifuncional direccionado para centro de luta desportiva da comunidade turca de Amesterdão.
Segundo o autor, "Osdorp Rings é um edifício erguido em terra armada e vigas pré-esforçadas em bambu que desafia a construção moderna, propondo paredes arborizadas feitas em terra e cabos de aço".
"Tem paredes sólidas que lembram encostas verdes de montanhas, é um edifício que propõe soluções para a standardização do bambu, utiliza o bambu dum modo verdadeiramente inovador", explicou Francisco Adão da Fonseca à Lusa.
"Sendo a Holanda o país com maior projecção mundial a nível de arquitectura, o prémio Archiprix torna-se duplamente prestigiante", sustenta Adão da Fonseca.
O Archiprix destina-se a destacar os novos talentos do país, podendo a ele candidatar-se todos os estudantes finalistas das faculdades e academias holandesas.
Segundo o jovem arquitecto português, que se mudou para a Holanda há sete anos, existem muitos outros estudantes portugueses de Arquitectura a despontar na Holanda.
"Se há alguma coisa que os distingue dos outros arquitectos é a grande capacidade de trabalho e uma gosto único pelo improviso", justifica Adão da Fonseca.
O prémio Archiprix é atribuído anualmente desde 1979 aos melhores projectos de formatura dentro das áreas de arquitectura, urbanismo, desenvolvimento imobiliário e arquitectura paisagista.
Uma exposição itinerante com os projectos finalistas viajará agora por toda a Europa durante um ano.