PR lamenta morte de Nuno Rocha, "nome incontornável" no jornalismo português
Lisboa, 05 jun (Lusa) - O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje a morte do fundador do jornal `Tempo` Nuno Rocha, "um nome incontornável na história do jornalismo português", com "um papel muito importante na construção de um país plural".
Nuno Rocha morreu hoje aos 83 anos, no Hospital de Cascais, onde estava internado desde sexta-feira na sequência de uma pneumonia, disseram à Lusa fontes da família do jornalista.
Na página da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa destaca que Nuno Rocha é "um nome incontornável na história do jornalismo português" e "teve um papel muito importante na construção de um País plural, livre e democrático depois da Revolução de Abril".
"O Presidente da República, que conheceu, debateu e conviveu de perto com Nuno Rocha, lamenta a sua morte hoje ocorrida, enviando os pêsames à família", refere ainda o Presidente da República na mesma nota.
Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "Nuno Rocha deixa a sua marca na imprensa e, através dela, em particular do "Tempo", perpetua a sua memória na sociedade portuguesa".
Nuno Rocha foi fundador do `Tempo` em 29 de maio 1975, semanário que dirigiu durante 14 anos e por onde passaram jornalistas como Paulo Portas (ex-líder do CDS-PP) ou Vera Lagoa (que em 1976 funda `O Diabo`), e fundou também o `Correio da Manhã` em 1979, juntamente com Vítor Direito (primeiro diretor do matutino) e Carlos Barbosa (hoje presidente do Automóvel Club de Portugal).
O jornalista foi presidente da Associação de Jornalistas Europeus, dirigente do Sindicato Nacional dos Jornalistas e da Casa da Imprensa e foi galardoado em 2000 com o prémio World Press Freedom Hero pelo IPI - International Press Institute, por promover a liberdade de imprensa.
Nuno Rocha nasceu no Porto em 13 de fevereiro de 1933. Estreou-se no jornalismo desportivo, passando depois pelo "O Primeiro de Janeiro", "Diário Ilustrado", "Diário de Lisboa", onde dirigiu as edições de domingo, e pelo "Diário Popular".