Seguro chora morte de amigo. País homenageia Luís Represas

Seguro chora morte de amigo. País homenageia Luís Represas

O cantor português Luís Represas morreu esta quarta-feira, aos 69 anos, vítima de doença prolongada. Várias personalidades têm estado a partilhar mensagens a recordar e a homenagear o cantor.

RTP / Adicionar como fonte informativa
José Sena Goulão - Lusa

(em atualização)

O presidente da República publicou uma nota a evocar Luís Represas e a lamentar a morte de “um dos nossos maiores”.

“Hoje perdi um amigo. Choro, em Cabo Verde, a sua partida.
(…) Recordo tantos momentos bons ao longo dos anos. Saudades do futuro, Luís... Talvez um dia te encontre...”, escreveu António José Seguro numa nota partilhada no site da Presidência.

António José Seguro, que está em Cabo Verde em visita de Estado, escreve que "há vozes que não pertencem apenas a quem as canta", mas "pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo".



"Em nome de Portugal, curvo-me perante a sua memória com gratidão. E abraço, com profunda solidariedade, a sua família, os seus amigos, os seus companheiros dos Trovante e todos aqueles que hoje sentem que perderam alguém da sua própria casa, da nossa própria casa", acrescenta.

“Partiu o homem. Ficou a voz”, continua, afirmando que “enquanto houver quem cante as suas canções, Luís Represas continuará a regressar”.

“Os maiores deixam um país a cantar. O Luís Represas será sempre um dos nossos maiores. E Portugal, em dor, canta as suas canções”, escreve António José Seguro.
"Portugal perde uma das suas vozes mais marcantes"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, lamentou a morte de Luís Represas, considerando o cantor como uma das maiores referências musicais do país.

"Luís Represas é uma das nossas maiores referências musicais. A sua partida é uma perda para o país e para a nossa cultura, mas o seu legado permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de "sede de infinito... e dizê-lo cantando a toda a gente", escreveu o primeiro-ministro nas suas redes sociais.

Luis Montenegro apresenta as suas "mais sentidas condolências", à "família, aos amigos e a todos os que foram tocados pela sua obra".

O Partido Socialista (PS) também já reagiu, considerando que Portugal perdeu "uma das suas vozes mais marcantes, um artista que soube transformar a música em memória, emoção e compromisso". 

"O seu legado permanecerá vivo nas canções que atravessaram gerações e, de forma muito especial, em 'Timor', um hino de esperança, liberdade e solidariedade que acompanhou a luta de um povo e marcou profundamente a consciência de tantos portugueses", destacou o PS em comunicado.

Na nota, o PS evocou a obra de Luís Represas "com gratidão e respeito", esperando que a "sua voz e a sua música continuem a inspirar as gerações futuras".

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, publicou também uma nota nas suas redes sociais a lamentar a morte do cantor, destacando a sua música que "uniu pessoas, despertou causas e mostrou que a cultura também é uma forma de cidadania".

"Hoje despedimo-nos de um grande artista. Fica a sua obra, que continuará a emocionar e a inspirar", escreve, deixando as condolências à família e amigos.

A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, também lamentou o desaparecimento de "uma das vozes mais icónicas da música portuguesa contemporânea". 

"A solo e com os Trovante, deixa uma marca inesquecível na nossa memória coletiva", escreveu a ministra no X.

Carlos Moedas recorda “um dos homens mais generosos e admiráveis da cultura portuguesa”.

“Foi um lutador incansável pela independência de Timor, um embaixador inesgotável da língua portuguesa e um promotor inexcedível da lusofonia não só enquanto músico, mas também como escritor”, escreveu o presidente da Câmara de Lisboa no X.

Da comunidade da música, são também muitas as personalidades que lamentam a morte e recordam com carinho Luís Represas.
PUB