Sindicato Cena-STE do setor da Cultura convoca greve para sexta-feira

Sindicato Cena-STE do setor da Cultura convoca greve para sexta-feira

O Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena-STE) convocou greve para sexta-feira, apelando à participação na manifestação nacional "Abaixo o Pacote Laboral", marcada pela CGTP para esse dia em Lisboa.

Lusa /

De acordo com coordenador do Cena-STE, João Queirós, o pré-aviso da greve, convocada numa altura em que "existe um forte sentimento de se lutar para que este Pacote Laboral [proposto pelo Governo] seja rasgado de vez", abrange as 24 horas de sexta-feira.

"No setor da Cultura ficou bem expressa essa vontade na Greve Geral de 11 de dezembro [do ano passado], com cancelamentos de estreias, espetáculos e ensaios por todo o país", referiu João Queróis, acrescentando que "precarizar e desregular um setor que tem como realidade o subfinanciamento é dramático".

A CGTP marcou para sexta-feira em Lisboa a "Manifestação Nacional: Abaixo o Pacote Laboral", que terá início às 14:30 no Saldanha e dali seguirá para a Assembleia da República, em São Bento.

O protesto foi marcado para exigir ao Governo "a retirada do pacote laboral", bem como "uma inversão da política que está a ser seguida", afirmou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, em conferência de imprensa, em março, aquando do anúncio da manifestação.

Tiago Oliveira reiterou, na mesma ocasião, que a proposta de revisão da legislação laboral representa um "profundo retrocesso para todos os trabalhadores" e apelou a um "esforço coletivo" para que a manifestação de 17 de abril seja "um grande momento de luta" e de "afirmação".

A primeira versão do anteprojeto de reforma da legislação laboral, intitulado Trabalho XXI, foi apresentada em 24 de julho de 2025 como uma revisão "profunda" da legislação laboral, contemplando mais de 100 alterações ao Código do Trabalho.

As alterações propostas pelo Governo mereceram um `não` das centrais sindicais, que consideram as mudanças um ataque aos direitos dos trabalhadores, enquanto as confederações empresariais aplaudiram a reforma, ainda que tenham dito haver espaço para melhorias.

Desde que o anteprojeto foi apresentado, a CGTP tem realizado várias ações de luta para exigir a retirada da proposta.

Em 11 de dezembro do ano passado, a CGTP e a UGT juntaram-se numa greve geral, a quinta convocada pelas duas centrais sindicais, algo que não acontecia desde a paralisação conjunta de 27 de junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da `troika`.

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