Teatro renovado abre portas com promessa de cartaz regular
A Câmara de Torres Novas abre quinta- feira o Teatro Virgínia, num edifício completamente renovado onde investiu 2,5 milhões de euros e para onde promete um cartaz cultural regular.
"Do edifício antigo só ficaram as quatro paredes-mestras", afirmou António Rodrigues, presidente da Câmara de Torres Novas, visivelmente entusiasmado com o teatro, que irá apresentar "três espectáculos semanais" de modo a conquistar novos públicos.
"Pretendemos que Torres Novas tenha uma opção de qualidade regional que possa trazer pessoas de outras regiões, em vez de irem para Lisboa", explicou o autarca, que confia no sucesso deste projecto.
Segundo o autarca, "existe público e existe procura", disse, salientando que a inauguração sucede apenas quinta-feira por ser após as eleições.
"Poderíamos ter inaugurado o edifício há quinze dias mas não gosto de inaugurações de campanha eleitoral", afirmou o autarca socialista, reeleito domingo.
A aposta na cultura será também uma prioridade do novo mandato, acrescentou António Rodrigues, considerando esta a melhor política para oferecer qualidade de vida aos munícipes.
"É menos uma estrada que se faz por ano mas ficamos mais a ganhar", explicou.
A remodelação do Teatro Virgínia, com capacidade para 603 lugares, durou dois anos e incluiu a completa requalificação do edifício original, datado dos anos 50, de autoria do arquitecto Fernando Schiapa de Campos.
O teatro Virgínia foi fundado no século XIX mas em meados do século passado foi demolido o edifício original, tendo sido construído um novo imóvel.
Quinta-feira à noite, a renovada sala principal recebe o espectáculo de ópera "Os Encantos de Medeia" e, mais tarde, pela meia- noite, actua o trio de Carlos Barreto no Café-concerto.
Além do teatro, música e dança, o teatro Virgínia vai dar uma particular atenção ao cinema não-comercial, como no próximo sábado, com a projecção do filme de 1921 "O Garoto de Charlot", acompanhado por música ao vivo a cargo de uma banda.