Tinha uma capacidade insubstituível, lembra Mário Zambujal sobre Nicholson

Tinha uma capacidade insubstituível, lembra Mário Zambujal sobre Nicholson

O jornalista e escritor Mário Zambujal lamentou hoje a morte de Francisco Nicholson, considerando que se perdeu um homem do teatro que tinha uma capacidade "insubstituível".

Lusa /

Francisco Nicholson morreu hoje aos 77 anos, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, na sequência de complicações decorrentes de um transplante hepático a que foi submetido há uns anos, indicou a assessora de imprensa da Casa do Artista.

"Era uma pessoa rara, de uma grande educação, de um talento enorme, com muito sentido de humor e muita graça", disse à Lusa Mário Zambujal.

Lamentando a morte do ator e argumentista de quem era amigo, Mário Zambujal lembrou que Francisco Nicholson era um homem "cheio de talento", que fez coisas "muito interessantes também no teatro musical" e que era "muito respeitado" por todos com quem trabalhou.

"Entristece-me muito, o Francisco tinha uma alegria muito natural e expansiva. Era um tipo fascinante", concluiu.

Francisco António de Vasconcelos Nicholson começou a fazer teatro aos 14 anos, no antigo Liceu Camões, sob a direcção do encenador e poeta António Manuel Couto Viana, a convite do qual veio a pertencer ao Grupo da Mocidade, que integrou com Rui Mendes, Morais e Castro, Catarina Avelar e Mário Pereira, entre outros.

Foi autor e ator da primeira telenovela portuguesa Vila Faia, na qual contracenou ao lado de atores como Nicolau Breyner, recentemente falecido, Margarida Carpinteiro e Manuela Marle, entre outros.

Estudou em Paris, frequentando a Academia Charles Dullin, do Théatre Nacional Populaire, privando com grandes nomes do teatro francês, como Jean Vilar, Georges Wilson, Gerard Philipe.

 

 

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