Trinta mil pessoas no arranque de O Sol da Caparica

por Lusa
O festival voltou e os festivaleiros renderam-se aos espetáculos D.R.

Trinta mil pessoas marcaram presença no arranque da 7.ª edição do festival lusófono O Sol da Caparica, certame que decorre até segunda-feira no distrito de Setúbal.

Depois de três anos de interregno, devido às restrições causadas pela covid-19, organizadores, artistas e público não esconderam que o momento vivido no Parque Urbano da Costa de Caparica, num recinto de 10 hectares que tem capacidade para 35 mil espetadores por dia, foi especial e era há muito desejado.

Zahir Assanali, do Grupo Chiado, empresa que é, a par da Câmara Municipal de Almada, responsável pela organização do evento, disse à Lusa que o facto de ter havido uma paragem forçada torna o momento atual mais recompensador.

"Vivemos este festival com grande ansiedade porque é como se, depois de três anos de interregno, tivéssemos começado do zero. Ser o primeiro dia e termos 30 mil pessoas dentro do recinto dá-nos satisfação e alegria", confessou.

Sentimento idêntico foi partilhado pelos vários artistas que passaram no primeiro dia pelos palcos de O Sol da Caparica, entre eles Virgul, Jimmy P, Clã, Fernando Daniel, Calema e Wet Bed Gang, que aludiu à interrupção do festival.

"Sou da margem Sul, do Monte da Caparica. Quero sentir que estou em casa. É bom podermos finalmente estarmos todos de volta aqui depois de um período em que não o pudemos fazer", disse o cantor.

A alegria e descontração vividas pelos festivaleiros foram evidentes, a começar pelo facto de já quase ninguém usar máscara e de não existir uma preocupação aparente com o distanciamento social.

Zahir Assanali, produtor do Grupo Chiado, acredita que a lotação do festival vai aumentar nos próximos dias.

"A lotação máxima do recinto é 35 mil espetadores. A média por dia é 30 mil. O último e penúltimo dias do festival, domingo e segunda-feira, 14 e 15 de agosto, temos já 90 por cento da lotação máxima. Acredito que nessas datas iremos esgotar", vaticina.

"Temos um espaço de 10 hectares com muita ativação de marcas e, ao mesmo tempo, muito lazer. Temos quatro palcos, sendo um deles, de música eletrónica, novidade. A manhã de sábado é dedicada às crianças. Metade do valor dos bilhetes desta manhã será doada à Acreditar - Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro. Poder ajudar o próximo enche-nos de orgulho e satisfação", afirmou.

No recinto, mantém-se o palco principal e o palco secundário, por onde vão passar os diversos nomes da música portuguesa, brasileira e africana.

"É o festival da lusofonia, de portugueses para portugueses. Isso satisfaz-nos, a nossa língua é rica e é o nosso orgulho. É especial o facto de ser em português. Não é melhor que os outros, mas este é o festival", afirmou o produtor do Grupo Chiado.

 

 

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