Universidade de Évora avança com candidatura para criar Orquestra Regional
A Universidade de Évora (UÉ) vai avançar com uma candidatura ao concurso para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, que pretende que seja de consenso e reúna "o máximo de apoios possível", foi hoje anunciado.
"Pretendemos uma candidatura de consenso que consiga reunir o máximo número de apoios possível nos municípios", afirmou o vice-reitor para a Cultura e Sociedade, Antonio Sáez Delgado, em declarações aos jornalistas.
O responsável, que falava após uma sessão de esclarecimento sobre o concurso, realizada em Évora, realçou que a academia possui "o conhecimento, a experiência e todas as condições para liderar o projeto de uma orquestra".
Assinalando a experiência da universidade com a Escola de Artes, que tem formação em música, o vice-reitor frisou que a academia é "a única instituição do ensino superior público no Alentejo que tem esse tipo de formação".
"Queremos, ao mesmo tempo, que seja um projeto para todo o Alentejo", ou seja, a candidatura em preparação visa criar "a Orquestra do Alentejo, para o Alentejo e concebida no seio do Alentejo", sublinhou.
Antonio Sáez Delgado indicou que já há "bastantes municípios interessados" em participar na candidatura da UÉ, mas escusou-se a revelar quais.
Além dos municípios, salientou, pretende-se igualmente envolver associações e entidades de ensino, entre outras instituições.
Nas declarações aos jornalistas, o vice-reitor revelou que a UÉ vai solicitar o alargamento do prazo estabelecido para a entrega de candidaturas, que termina a 09 de setembro.
"A arquitetura interna que o nosso projeto pretende estabelecer precisa de muitos contactos com câmaras e entidades e, em agosto, é muito complicado", por ser um habitual período de férias, justificou.
Presente nesta sessão de esclarecimento, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, disse ter a expectativa de que "a criação da orquestra possa preencher uma lacuna" existente na região alentejana.
"Temos o país já coberto com outras orquestras, como é o caso das Beiras, Norte, Algarve, e a nossa expectativa é de que consigamos preencher essa lacuna e apoiar a criação artística, neste caso musical, nesta região", assinalou.
Segundo a governante, a orquestra regional vai permitir criar emprego qualificado, promover sinergias entre entidades e circular, "não apenas pelos municípios que vierem a fazer parte do projeto, mas por outras regiões do país e além-fronteiras".
Margarida Balseiro Lopes destacou ainda que, além do montante de 1,62 milhões de euros do concurso para a criação da orquestra, está prevista uma "dotação adicional de 190 mil", através do Fundo de Fomento Cultural, para apoio à instalação.
Lançado na quarta-feira, o concurso para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, com uma dotação de 1,62 milhões de euros, a dividir por 2027 e 2028, tem aberto o período para apresentação de propostas até 09 de setembro.