Versão integral de "Fernão Capelo Gaivota" publicada em Portugal

Versão integral de "Fernão Capelo Gaivota" publicada em Portugal

Richard Bach, autor de "Fernão Capelo Gaivota", decidiu publicar a "versão integral" da obra, revelando um quarto capítulo, que decidira retirar, quando da primeira edição da obra, em 1970, julgando ter contado toda a história.

Lusa /

"Três partes contaram tudo o que havia a contar, pensei, não é preciso uma quarta: um céu deserto, palavras poeirentas para abafar a felicidade, quase. Não precisava de ser impresso", explica o autor num posfácio à edição agora editada.

Todavia, "a última parte do livro acreditava em si" e "sabia aquilo que eu recusava perceber", afirma agora o autor. "As forças dos governantes e dos rituais vão, devagar, devagarinho, matar a nossa liberdade de viver como escolhemos", prossegue Richard Bach no posfácio da versão agora publicada.

A quarta parte, que o autor arrumara, mas não destruíra, foi descoberta por uma amiga do escritor, Sabryna Bach, que lhe chamou a atenção para o texto - um texto que, a Richard Bach, não parecia a sua escrita, ou antes, a escrita "do miúdo de então", como afirma.

Esta quarta parte dirige-se ao atual século XXI, "cercado de autoridade e de rituais, [em que] está tudo pronto para estrangular a liberdade".

"Pensei novamente na voz daquele miúdo do último capítulo. Estamos nós, gaivotas, a olhar para o fim da liberdade no nosso mundo?", questiona Richard Bach.

Bach, atualmente com 79 anos, afirma que a quarta parte, que agora é finalmente publicada, "foi escrita quando ninguém conhecia o futuro", e remata declarando: "Agora conhecemos".

A edição integral de "Fernão Capelo Gaivota", com fotografias de Russell Munson, numa tradução para língua portuguesa de Patrícia Cascão, tem a chancela da Lua de Papel.

"Fernão Capelo Gaivota", no original "Jonathan Livingston Seagull --- a story", foi o quarto livro de Richard Bach, autor de mais de 20 títulos, alguns editados em Portugal como "A ponte para a eternidade", "Não há longe nem distância" e "Ilusões".

Russell Munson é autor da obra "Skyward: Why flyers fly" e do documentário "Flying route 66", que também produziu.

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