Cultura
WC de ouro aberto ao público no Museu Guggenheim
É de ouro maciço, 18 quilates: uma sanita que é uma obra de arte no Guggenheim, em Nova Iorque. Está num WC aberto ao público e, de acordo com o museu, permite uma “intimidade sem precedentes com uma obra de arte”. E sim, funciona na totalidade.
Chama-se “América” e estará a partir de sexta-feira em exibição num wc público do Museu Guggenheim. Ou melhor, é uma réplica de ouro de uma vulgar sanita da casa de banho que estará à disposição do público para ser usada como qualquer outra. Com poucas diferenças. Com um guarda à porta para dar informação e evitar que alguém queira levar o objecto como recordação e uma placa na porta com o nome da obra.
A sanita dourada é obra de Maurizio Cattelan, um artista e escultor italiano conhecido por obras de arte provocadoras como a do Papa João Paulo II derrubado por um meteorito. No início do ano, o artista apenas revelava que a sua obra tinha sido inspirada pela desigualdade económica.
Reuters
O artista tinha anunciado a sua reforma há cinco anos, pendurando todos os objetos de arte que alguma vez fez no tecto da zona central do museu Guggenheim. Agora, voltou do exílio auto-imposto.
No seu site, o museu realça a mensagem da obra, ao tornar “disponível para o público um produto de luxo extravagante aparentemente destinado para o um por cento”, ou melhor dizendo, para os muitíssimo ricos.
A sua natureza participatória, convidando os visitantes a usar a obra de arte com privacidade, permite uma experiência de “intimidade sem precedentes com uma obra de arte”, ao mesmo tempo que “pisca o olho aos excessos do mercado de arte e evoca o sonho americano de oportunidades para todos”- com a sua utilidade a lembrar-nos das realidades físicas inevitáveis da nossa humanidade compartilhada”, realça o texto do museu.
A obra não escapa a comparações com a “Fonte”, de Marcel Duchamp’sn na exposição de Nova Iorque em 1917: um urinol em cerâmica para exposição que na altura causou sensação no mundo da arte. No entanto, este ficou atrás de uma tela enquanto o “America” está ao uso por um período indeterminado, à espera de um mecenas.
Ao New Yorker foram dados pormenores sobre a forma como vai ser feita a manutenção da obra de arte, que estará sujeita a natural desgaste. Cuidadosas manobras de limpeza e manutenção que passam por toalhetes médicos, sem qualquer cheiro. Ou, como brincava o próprio artista, “toalhetes Bulgari e pó Chanel”.
A sanita dourada é obra de Maurizio Cattelan, um artista e escultor italiano conhecido por obras de arte provocadoras como a do Papa João Paulo II derrubado por um meteorito. No início do ano, o artista apenas revelava que a sua obra tinha sido inspirada pela desigualdade económica.
O artista tinha anunciado a sua reforma há cinco anos, pendurando todos os objetos de arte que alguma vez fez no tecto da zona central do museu Guggenheim. Agora, voltou do exílio auto-imposto.
No seu site, o museu realça a mensagem da obra, ao tornar “disponível para o público um produto de luxo extravagante aparentemente destinado para o um por cento”, ou melhor dizendo, para os muitíssimo ricos.
A sua natureza participatória, convidando os visitantes a usar a obra de arte com privacidade, permite uma experiência de “intimidade sem precedentes com uma obra de arte”, ao mesmo tempo que “pisca o olho aos excessos do mercado de arte e evoca o sonho americano de oportunidades para todos”- com a sua utilidade a lembrar-nos das realidades físicas inevitáveis da nossa humanidade compartilhada”, realça o texto do museu.
An artist created a solid-gold toilet for the Guggenheim. And, yes, it is fully functional. https://t.co/Iq2R0HD4Xb pic.twitter.com/EjYyPCW7Lr
— The New Yorker (@NewYorker) 14 September 2016
A obra não escapa a comparações com a “Fonte”, de Marcel Duchamp’sn na exposição de Nova Iorque em 1917: um urinol em cerâmica para exposição que na altura causou sensação no mundo da arte. No entanto, este ficou atrás de uma tela enquanto o “America” está ao uso por um período indeterminado, à espera de um mecenas.
Ao New Yorker foram dados pormenores sobre a forma como vai ser feita a manutenção da obra de arte, que estará sujeita a natural desgaste. Cuidadosas manobras de limpeza e manutenção que passam por toalhetes médicos, sem qualquer cheiro. Ou, como brincava o próprio artista, “toalhetes Bulgari e pó Chanel”.