2.000 elementos da PSP e GNR afetados com suspensão das passagens à reserva e pré-reforma
Lisboa, 17 out (Lusa) -- A suspensão das passagens à reserva e pré-reforma nas forças de segurança, prevista no Orçamento de Estado para 2013, vai afetar cerca de 2.000 elementos da PSP e GNR que estavam em condições de o fazer.
Dados divulgados à agência Lusa pela direção nacional da PSP indicam que 1.268 polícias reúnem os requisitos necessários para apresentarem no próximo ano o pedido de passagem à situação de pré-aposentação, ou seja, têm mais de 55 anos de idade e 36 anos de serviço.
Já na GNR, são cerca de 800 os militares que estão em condições para passar à reserva em 2013.
Segundo o Comando-Geral da GNR, este número diz respeito aos militares que reúnem as condições que estão atualmente em vigor, designadamente têm mais de 55 anos ou 36 anos de serviço.
A proposta de Orçamento de Estado para 2013 refere que ficam suspensas no próximo ano as passagens à reserva dos militares da GNR e do pessoal com funções policiais da PSP.
À Lusa a direção nacional da Polícia de Segurança Pública adiantou que até ao momento já deram entrada um total de 460 pedidos para passagem à situação de pré-aposentação.
A Polícia esclarece que o diretor nacional da PSP, por delegação do ministro da Administração Interna, é quem tem a competência para definir o número de elementos que passam a esta situação.
"Esta é uma decisão de caráter gestionário, uma vez que terá sempre de ser estabelecida uma relação entre os elementos que saem e os elementos que entram na instituição, de forma a manter o equilíbrio de recursos humanos existentes", sublinha a direção nacional da PSP numa nota enviada à agência Lusa.
Em 2011 passaram à pré-reforma 284 polícias e este ano 397 elementos.
A medida prevista no Orçamento de Estado já foi criticada pelos sindicatos da PSP e associações socioprofissionais da GNR, por considerarem que vai contribuir para o agravamento do envelhecimento do efetivo.