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40 mil despedimentos até final do ano podem gerar "revolta social" no setor da Construção em Portugal

40 mil despedimentos até final do ano podem gerar "revolta social" no setor da Construção em Portugal

Porto, 19 set (Lusa) -- O presidente do Sindicato da Construção de Portugal acusou hoje o ministro da Economia de ser "insensível e incompetente", alertando para a possível "revolta social" motivada pelo desaparecimento de mais 40 mil postos de trabalho.

Lusa /

"Quarenta mil postos de trabalho podem desaparecer até ao fim do ano. E aí podemos assistir à revolta social dos trabalhadores do setor. Desafio o ministro da Economia a parar mesmo as obras da Parque Escolar e a assistir à revolta dos trabalhadores da construção civil", afirmou Albano Ribeiro, em declarações à Lusa.

O presidente do Sindicado da Construção de Portugal (SCP) referia-se à intenção anunciada há meses pelo Governo de travar as obras da empresa criada para gerir as obras de requalificação de escolas por todo o país.

De acordo com o sindicalista, as empreitadas nas escolas envolvem "cerca de 1200 empresas e entre sete e dez mil trabalhadores".

"Temos um ministro do Emprego insensível e incompetente. Há dias ele disse que ia dar uma volta a Portugal. Eu desafio-o a dar uma volta ao país real comigo, para ver a volta que o país deu", sublinhou.

Referindo que "a Edifer vai despedir mais 200 trabalhadores", Albano Ribeiro anunciou que na próxima semana irá reunir com o presidente da Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliária, Reis Campos, para "tomar uma decisão em relação ao setor".

"Temos medidas para reverter a situação e vamos anunciá-las depois da reunião", adiantou.

Alertando que os trabalhadores do setor "são os que mais estão a recorrer à ajuda social", Albano Ribeiro recordou a paragem das obras no túnel do Marão, que coloca em causa "1400 postos de trabalho".

Sobre esta matéria, o responsável anunciou que irá tentar reunir com "os deputados eleitos pelo círculo do Porto e com os presidentes das Câmaras de Vila Real e Amarante".

A 27 de junho de 2011 e pela terceira vez desde o início da empreitada no verão de 2009, as obras na autoestrada do Marão foram suspensas, com a indicação de que os trabalhos seriam retomados "passados 60 dias".

Esta autoestrada, que inclui o maior túnel rodoviário da Península Ibérica, tinha um custo inicial estimado de 350 milhões de euros, em pico de obra chegou a dar emprego a 1.400 trabalhadores e a envolver cerca de 90 pequenas empresas.

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