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"A propaganda não apaga o mau Governo" diz PS

"A propaganda não apaga o mau Governo" diz PS

 O PS acusou hoje o Governo de estar "centrado na propaganda" e "alheado do país real", considerando que ao fim de dois anos "falhou de forma rotunda" em diferentes áreas, "governa mal" e a "vida das pessoas está pior".

Lusa /
Miguel A. Lopes - Lusa

 

"Ao fim de dois anos, as promessas não só não foram cumpridas como, setorialmente em diferentes áreas, o Governo falhou de forma rotunda. É por isso que hoje não podemos deixar de dizer: a propaganda não apaga o mau Governo", sustentou o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, em declarações aos jornalistas na sede socialista, em Lisboa,

Na perspetiva do dirigente socialista, o executivo do PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro "é um mau Governo, governa mal e, ao fim de dois anos o país, a vida das pessoas, está pior".

"O Governo hoje mostrou mais uma vez que está centrado na propaganda e alheado do país real. Um país que ao fim de dois anos está pior em quase todos os setores da sua vida", criticou.

Eurico Brilhante Dias apontou ainda o dedo ao facto de a declaração desta tarde de Luís Montenegro ter sido "mais uma vez" sem responder a perguntas dos jornalistas.

"Um responsável político responde a perguntas, por muito incómodas que sejam. Mas eu percebo: como quis pintar um quadro cor-de-rosa, na verdade, as perguntas iriam revelar, evidentemente, que, afinal, o país não está como o quadro pintado", condenou, acusando de Montenegro de preferir "fazer comunicações e não responder a perguntas".

O primeiro-ministro admitiu hoje que é necessário dialogar com a oposição, mas recusou "ceder ao imobilismo" ou "reagir ao ruído", avisando que não contem com o Governo para "jogos de semântica ou politiquices estéreis".

Luís Montenegro fez uma declaração, sem perguntas, a partir dos jardins da residência oficial em São Bento (Lisboa), numa curta cerimónia para assinalar os dois anos da sua primeira tomada de posse, a 02 de abril de 2026.

Na mesma declaração, o chefe do executivo defendeu que, dois anos depois de ter tomado posse, "o país está melhor e os portugueses também estão melhor" e anunciou o lançamento de uma linha de apoio, por via de crédito, de 600 milhões de euros destinados a financiar as empresas cujos custos da energia representam mais de 20% dos seus custos de produção.

 

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