Economia
"A vencer como nunca"? Economia abranda e desemprego acelera na América de Trump
Os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos aumentaram em nove mil, para os 197 mil, na semana terminada a 25 de julho.
O Produto Interno Bruto norte-americano apresentou um crescimento de 1,5 por cento no segundo trimestre de 2026, relativamente ao mesmo período de 2025. Os números conhecidos esta quinta-feira apontam para um abrandamento: nos primeiros três meses do ano, o crescimento da economia dos Estados Unidos havia sido de 2,1 por cento.
Em cadeia, o PIB dos Estados Unidos apresentou um crescimento de apenas quatro décimas no segundo trimestre deste ano.
De acordo com os números agora libertados pelo Bureau of Economic Analysis, o desempenho da economia norte-americana no segundo trimestre espelha aumentos das despesas de consumidores, investimentos e exportações, parcialmente temperado pela diminuição da despesa pública e o crescimento das importações.
O Departamento de Comércio indica também que o índice de preços do gasto em consumo pessoal (PCE) teve uma expansão de 3,7 por cento em junho, face ao mesmo mês de 2025 - são menos quatro décimas relativamente a maio.Expurgado de alimentos e energia, o índice de preços PCE subiu 3,3 por cento em junho face ao mesmo mês do ano passado, contra 3,4 por cento em maio.
Dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, igualmente conhecidos esta quinta-feira, mostram um crescimento do número de pedidos de subsídio de desemprego em nove mil, para um total de 197 mil, na semana concluída a 25 de julho.
O número de pessoas que pediram subsídio de desemprego em território norte-americano na semana anterior, terminada a 18 de julho, fora de 1,78 milhões, num decréscimo de sete mil.
“A América está a vencer como nunca”
Embora os números oficiais tracem outro retrato, na passada segunda-feira, a menos de 100 dias das eleições intercalares de novembro, o presidente dos Estados Unidos voltou a exaltar a folha de serviço da sua Administração em matéria de desempenho económico, criação de empregos e cortes de impostos.
“Os empregos estão em alta, a inflação está em baixa, a nossa fronteira está segura. Fábricas estão a ser abertas em níveis recordes. Os investimentos estão em expansão. O Michigan está a prosperar. A América está a vencer como nunca”, clamou Donald Trump durante um discurso proferido num centro de testes da General Motors do Estado do Michigan.
A cabo de ano e meio do segundo mandato de Trump na Casa Branca, o currículo da Administração republicana surge eivado de abalos económicos impulsionados pela política contra a imigração, pela profusão das tarifas comerciais e pela ofensiva militar contra o Irão, que fez escalar os preços do petróleo à escala global e deixou ameaçadas as cadeias de abastecimento.As sondagens têm apontado o custo de vida como a maior preocupação dos eleitores norte-americanos.
O discurso de Trump no Michigan não isentou o Partido Democrático da habitual barragem de críticas: “Estamos a viver o melhor ano que já tivemos como país. Não vamos deixar que essas pessoas o destruam”.
O presidente norte-americano não se absteve, de resto, de acusar falsamente os democratas que concorrem a cargos públicos de pretenderem agravar a carga fiscal para 80 por cento. Ou de reivindicar uma suposta redução de 71 por cento no défice comercial do país - a verdadeira redução, em 2025, foi de 0,2 por cento.
c/ Reuters e Lusa
Em cadeia, o PIB dos Estados Unidos apresentou um crescimento de apenas quatro décimas no segundo trimestre deste ano.
De acordo com os números agora libertados pelo Bureau of Economic Analysis, o desempenho da economia norte-americana no segundo trimestre espelha aumentos das despesas de consumidores, investimentos e exportações, parcialmente temperado pela diminuição da despesa pública e o crescimento das importações.
O Departamento de Comércio indica também que o índice de preços do gasto em consumo pessoal (PCE) teve uma expansão de 3,7 por cento em junho, face ao mesmo mês de 2025 - são menos quatro décimas relativamente a maio.Expurgado de alimentos e energia, o índice de preços PCE subiu 3,3 por cento em junho face ao mesmo mês do ano passado, contra 3,4 por cento em maio.
Dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, igualmente conhecidos esta quinta-feira, mostram um crescimento do número de pedidos de subsídio de desemprego em nove mil, para um total de 197 mil, na semana concluída a 25 de julho.
O número de pessoas que pediram subsídio de desemprego em território norte-americano na semana anterior, terminada a 18 de julho, fora de 1,78 milhões, num decréscimo de sete mil.
“A América está a vencer como nunca”
Embora os números oficiais tracem outro retrato, na passada segunda-feira, a menos de 100 dias das eleições intercalares de novembro, o presidente dos Estados Unidos voltou a exaltar a folha de serviço da sua Administração em matéria de desempenho económico, criação de empregos e cortes de impostos.
“Os empregos estão em alta, a inflação está em baixa, a nossa fronteira está segura. Fábricas estão a ser abertas em níveis recordes. Os investimentos estão em expansão. O Michigan está a prosperar. A América está a vencer como nunca”, clamou Donald Trump durante um discurso proferido num centro de testes da General Motors do Estado do Michigan.
A cabo de ano e meio do segundo mandato de Trump na Casa Branca, o currículo da Administração republicana surge eivado de abalos económicos impulsionados pela política contra a imigração, pela profusão das tarifas comerciais e pela ofensiva militar contra o Irão, que fez escalar os preços do petróleo à escala global e deixou ameaçadas as cadeias de abastecimento.As sondagens têm apontado o custo de vida como a maior preocupação dos eleitores norte-americanos.
O discurso de Trump no Michigan não isentou o Partido Democrático da habitual barragem de críticas: “Estamos a viver o melhor ano que já tivemos como país. Não vamos deixar que essas pessoas o destruam”.
O presidente norte-americano não se absteve, de resto, de acusar falsamente os democratas que concorrem a cargos públicos de pretenderem agravar a carga fiscal para 80 por cento. Ou de reivindicar uma suposta redução de 71 por cento no défice comercial do país - a verdadeira redução, em 2025, foi de 0,2 por cento.
c/ Reuters e Lusa